Voltarão!: síntese de uma batalha
Cumprem hoje 10 anos que o líder da Revolução cubana, Fidel Castro, expressou que os cinco antiterroristas cubanos prisioneiros nos Estados Unidos voltarão, uma palavra que é síntese da batalha por sua liberdade.
Fonte
Prensa Latina
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Cumprem hoje 10 anos que o líder da Revolução cubana, Fidel Castro, expressou que os cinco antiterroristas cubanos prisioneiros nos Estados Unidos voltarão, uma palavra que é síntese da batalha por sua liberdade.

Fidel Castro advertiu que Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González retornariam à pátria, durante a primeira Tribuna Aberta do povo cubano, celebrada no município do Cotorro, em 23 de junho de 2001.

Nossa batalha será difícil, longa, ordenada e precisa, sublinhou então e sentenciou: "Cada coisa a seu tempo, cada argumento e prova se darão a conhecer no minuto oportuno, mas sua inocência será demonstrada".

Na concentração popular, dois dias após revelar-se a história dos Cinco "como os reconhece a solidariedade internacional", Fidel explicou todas as falhas do processo legal celebrado contra eles em Miami.

O julgamento constituiu um exemplo do conturbénio entre o setor mais extremista do exílio cubano-americano, a Casa Branca e o sistema de justiça desse país, denunciou o chefe da Revolução.

Os cinco foram presos durante um operativo do Bureau Federal de Investigações (FBI) na madrugada de 12 de setembro de 1998 nessa cidade no sul do estado da Flórida.

Em diferentes circunstâncias, incorporaram-se à missão de infiltrar as principais organizações criminosas de origem cubana assentadas em Miami para alertar Cuba de seus planos.

Cada um tinha sua tarefa específica. Assim acompanharam as ações de, entre outros, terroristas como Luis Posada Carriles, Orlando Bosch, Rodolfo Frómeta, José Basulto e Guillermo Novo.

Mas o Governo dos Estados Unidos sabia, já no ano 1994, o que faziam nesse país, pois segundo consta nas atas do julgamento, para essa data já os tinha controlados e monitoravam seus movimentos.

Em junho 1998 Cuba corrobora a Washington, quando as autoridades de Havana lhe entregam ao FBI um amplo dossier no qual constavam parte das informações contribuídas pelos Cinco.

Nomes de operações como Arco-iris e Morena desarticularam tentativas para assassinar Fidel Castro e alertaram sobre movimentos de membros da Fundação Nacional Cubano Americana (FNCA).

Também sobre a Operação Paraíso, em relação a planos do Partido Unidade Nacional Democrática (PUND) e a FNCA de enterrar armas nas Bahamas que depois seriam utilizadas contra Cuba.

Avisar sobre os barcos no Rio Miami sendo catalogados para levar explosivos à Cuba e a indicação de aproximar-se de Posada Carriles, então preso no Panamá, identificado como o cérebro das bombas colocadas em hotéis de Havana em 1997, são mais algumas das missões cumpridas pelos Cinco.

Gerardo e Fernando, graduados do Instituto Superior de Relações Internacionais; Ramón, economista; Antonio, engenheiro em construção de aerodromos e poeta; e René, piloto e instrutor de vôo. Trata-se de cinco homens "fortes, heróicos, com convicções muito profundas, cujas mentes e ideias não conseguiram mudar, aos que não puderam fazer vacilar nem um segundo", apesar dos rigores e pressões às que foram submetidos desde sua detenção, explicou Fidel naquela Tribuna Aberta. "São cinco gigantes, inteligentes e cultos", qualificou-os, quando destacou também o alto nível profissional com que contam, "fato do qual pouco se fala no império, porque seria reconhecer a cultura e dignidade que a Revolução tem levado ao povo".

O mundo conhecerá quem são, como pensam e agem, e quanto valor há neles, apontou Fidel naquela ocasião. "E se converterão em exemplos não só para os jovens e o povo de Cuba, senão também para a juventude e os povos do mundo".

Uma década depois, as palavras de Fidel mantêm uma especial vigência, Gerardo, Ramón, Antonio, Fernando e René deixaram de ser "de Cuba para ser parte do mundo, de todos os que amamos a paz e a justiça", disse à Prensa Latina Graciela Ramírez, coordenadora do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco.

Aquele 23 de junho Fidel fez questão de que a batalha "pelo regresso poderia tomar-nos anos"; no entanto, voltarão. Com essa convicção o movimento por sua libertação cresce.