Correa dialoga em Cuba com Fidel Castro e Raúl Castro
O presidente do Equador, Rafael Correa, conversou com o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, e com o presidente Raúl Castro, de quem se despediu hoje no terminal aéreo, nesta capital.
Fonte
Prensa Latina
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O presidente do Equador, Rafael Correa, conversou com o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, e com o presidente Raúl Castro, de quem se despediu hoje no terminal aéreo, nesta capital.

Pouco mais da meia noite, Correa disse à imprensa que dialogou nesta sexta-feira com Fidel Castro por mais de duas horas durante o único dia de sua estância neste país, aonde chegou pela província de Santiago de Cuba para uma visita de trabalho.

"Sempre é uma grande honra e sempre é um momento muito grato compartilhar com alguém que é uma história vivente da América Latina", afirmou.

Acompanhado por seu chanceler, Ricardo Patiño, o mandatário assinalou que o objetivo de sua viagem foi conhecer com maior profundidade o sistema de saúde cubano e seu sustento, e acrescentou que em especial abundou com respeito à atenção a pessoas com capacidades especiais.

Indicou que o governo deste país caribenho investe nove por cento de seu Produto Interno Bruto no campo da saúde, enquanto Equador cerca de sete por cento.

"Realmente temos tido resultados extraordinários, mas acho que falta-nos eficiência", considerou ao referir aos esforços no Equador para elevar a qualidade da atenção sanitária.

Expôs que a nação equatoriana vai cooperar com Cuba na construção de 1.560 moradias no território de Santiago destinadas a atingidos pelo furacão Sandy, que castigou essa cidade em 2012.

Segundo explicou, em uma primeira etapa serão edificadas 560, para o qual se prepara o terreno a fim de iniciar os trabalhos.

Perguntado em torno do incidente com o avião de seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, considerou de terrível que lhe tenham negado a passagem sobre Porto Rico, ainda que o Departamento de Estado de Estados Unidos dissesse que não foi bem assim.

Em todo caso, acrescentou, se sabiam que era o presidente Maduro (quem ia nesse voo) e negaram a passagem por Porto Rico, deve haver um protesto unânime da América Latina.

Com respeito à situação na Síria, expressou que é um assunto complexo e seu governo recusa toda ingerência militar estrangeira nesse país, e, pelo contrário, está a favor de uma saída pacífica e democrática ao conflito.

"Não nos enganemos, estão enviando do exterior armas a Síria", considerou depois de indicar que é preciso evitar isso para que as partes se sentem a conversar e não se gere mais violência nessa nação.

Foram se despedir de Correa o primeiro vice-presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, o chanceler Bruno Rodríguez, e o embaixador equatoriano em Havana, Edgar Ponce.