As delegações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) e do governo retomam hoje nesta capital os diálogos para alcançar a paz nessa nação sul-americana.
Em um comunicado divulgado aqui no encerramento do ciclo passado, as FARC-EP expressou que entregava uma parte positiva à nação, pois se registraram avanços durante as mesas.
O processo - assinalou o texto - move-se em direção ao acordo final e chegou o momento em que as partes devem aguçar o sentido comum para abrir espaço ao entendimento e ao consenso.
Com satisfação, a guerrilha informou também que o trabalho de limpeza e descontaminação de artefatos explosivos se reiniciou no Departamento de Antioquia.
A insurgência insistiu na necessidade de atuar em consequência com a trégua unilateral declarada pelas FARC-EP no dia 20 de julho.
Anteriormente, a guerrilha colombiana expressou que a construção da paz não admite improvisação alguma.
Inteiramo-nos que o governo e alguns setores políticos do Congresso da República, sem o apoio das FARC-EP, vêm adiantando iniciativas de maneira caprichosa.
Queremos manifestar com toda clareza ao povo da Colômbia, que nenhuma das iniciativas que se levem às Câmaras pelo Governo de forma unilateral, é vinculante para as FARC-EP se previamente não foram consensuadas na Mesa de Diálogos, insistiu a insurgência.
Toda iniciativa fora da agenda pactuada ou dos acordos já atingidos, constituiriam a melhor fórmula para jogar pelo ralo, antecipadamente, o trabalho realizado de mútuo acordo por ambas as partes na Mesa e a segurança jurídica que pretendem garantir ao país e aos que hoje trabalham para superar o conflito interno, advertiu as FARC-EP.
Pedimos que não se apague com o cotovelo o que se vem escrevendo com a mão, estando a paz tão próxima, acrescentou a guerrilha.
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Reinicia em Havana diálogo de paz colombiano
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Prensa Latina
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