Diretora da OMS reconheceu trabalho de Cuba em matéria de saúde
A diretora da Organização Mundial da Saúde, (OMS), Margaret Chan, manifestou estar impressionada pelas grandes conquistas de Cuba em matéria de saúde.
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Prensa Latina
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A diretora da Organização Mundial da Saúde, (OMS), Margaret Chan, manifestou estar impressionada pelas grandes conquistas de Cuba em matéria de saúde.

Ao inaugurar ontem, junto ao presidente Raúl Castro, a nova sede dos centros para o Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (Cecmed) e Nacional Coordenador de Ensaios Clínicos (Cencec), a especialista reconheceu a importância de integrar sob um mesmo teto áreas de trabalho essenciais para o desenvolvimento científico.

"Cuba é o único país que, tenho visto, tem um sistema de saúde estreitamente relacionado com a pesquisa e o desenvolvimento em ciclo fechado. É esta a direção correta, porque a saúde humana não pode melhorar se não é com a inovação", sublinhou.

Elogiou os cientistas cubanos e qualificou-os de pessoas consagradas que têm obtido surpreendentes resultados em um duro contexto que não pode ser afastado do bloqueio econômico (comercial e financeiro que mantém os Estados Unidos há mais de meio século) que sofre Cuba.

"Guardo um lugar especial em meu coração para Cuba e reconheço os esforços da direção deste país para colocar a saúde como pilar essencial do desenvolvimento", destacou Chan.

A diretora da OMS chegou em Havana no domingo passado, junto a Carissa F. Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS).

Ambas as especialistas percorreram centros de pesquisa científica onde conheceram o desenvolvimento do programa nacional de medicamentos e o impacto dos produtos biofarmacêuticos desenvolvidos no país, entre outros.

Chan deu também uma palestra na sede do Ministério de Saúde Pública, na qual alertou sobre o crescente aumento das doenças crônicas não transmissíveis, associadas a estilos de vida pouco saudáveis.

Em seus contatos com especialistas nesta capital, a titular da OMS enfatizou que as políticas públicas de saúde devem mudar seu centro de atenção da cura para a prevenção, a partir de um gerenciamento a curto prazo e a outra a longo prazo, de dar a luz a crianças, desenvolver vacinas e antibióticos, de atuar de maneira isolada, a atuar em conjunto com múltiplos setores e associados.