Presidente de Namíbia rende homenagem a Fidel Castro
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Prensa Latina
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O presidente da Namíbia, Hage G. Geingob, rendeu hoje homenagem ao líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, um homem que disse se converteu em símbolo da verdadeira amizade e o desinteresse.
 
No discurso inaugural da quinta Conferência Continental Africana de Solidariedade com Cuba, que secionará durante três dias nesta capital, o chefe de Estado expressou que ainda que Fidel Castro conhecia que Cuba precisava todos seus recursos para a construção da revolução, ofereceu apoio militar, social e econômico aos povos da Ásia, América Latina e África.
 
Geingob declarou que o lema deste encontro 'Intensificando a solidariedade e continuando com o legado de Fidel e o Che' é o mais apropriado em momentos em que o mundo clama por líderes que tenham a fibra moral, os princípios e a liderança que possuíam esses indivíduos icônicos.
 
Durante sua intervenção, o presidente disse que o continente africano e Cuba têm e continuarão mantendo relações fraternais que é necessário traduzir em fortes vínculos comerciais.
 
A respeito recordou que Namíbia e Cuba assinaram vários acordos nas últimas décadas e assegurou que para ampliar a cooperação bilateral nas esferas econômica, científica, técnica, esportiva, educacional e no campo da saúde é necessário criar uma Comissão Conjunta para a Cooperação que se responsabilize com a identificação dos programa de colaboração mútua.
 
Geingob apontou que esta conferência coincide com o 56 aniversário da criação do Instituto Cubano de Amizade com os Povos e quando ainda se celebra a libertação dos cinco cubanos encarcerados injustamente nos Estados Unidos.
 
Essa libertação, disse, foi possível pelo apoio consistente dos movimentos de solidariedade internacional, no qual as organizações africanas desempenharam um destacado papel.
 
Recordou que a primeira conferência deste tipo foi celebrada em 1995 em África do Sul, presidida pelo desaparecido presidente Nelson Mandela; a segunda em Gana em 1997, liderada pelo ex-presidente Jerry Rawling; a terceira em Angola em 2010 e a quarta na Etiópia em 2012 em associação com a União Africana.
 
Entre os objetivos do atual encontro o presidente namíbio listou o reconhecimento ao importante trabalho de apoio à Cuba sobre a base de suas ações solidárias, discutir prioridades, lembrar novas estratégias de trabalho conjunto e reafirmar os vínculos históricos e culturais entre os povos da África e Cuba.
 
O presidente da Namíbia expressou que 'vivemos em uma era na qual somos testemunhas do surgimento de uma nova África... Ainda que reconhecemos e apreciamos os avanços... também conhecemos o fato de que ainda enfrentamos desafios de desenvolvimento econômico, dívida externa, crise econômica global, pobreza e a pandemia do HIV/Aids.