Aumenta na metade uso das camisinhas
Cuba chegou a este 1º de dezembro, Dia Mundial de Resposta ao HIV/AIDS com um substancialmente baixo índice de infecção (menos de 0,1% da população) e figura entre os 22 países do mundo menos afetados. Aliás, aumentou o uso das camisinhas de 21 a 52% nos últimos dez anos.
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ACN
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Cuba chegou a este 1º de dezembro, Dia Mundial de Resposta ao HIV/AIDS com um substancialmente baixo índice de infecção (menos de 0,1% da população) e figura entre os 22 países do mundo menos afetados. Aliás, aumentou o uso das camisinhas de 21 a 52% nos últimos dez anos.

Os dados foram aportados em coletiva de imprensa pela Dra. Rosayda Ochoa, diretora do Centro Nacional de Prevenção ITS/SIDA que, além disso, explicou como o país conseguiu reduzir a mortalidade por transmissão mãe-filho.

Apesar disso – apontou a especialista – essa pandemia aumenta de forma sustentada na ilha, fundamentalmente no sexo masculino, pois o 80 por cento dos soropositivos são homens, e a maioria tem contatos com outros representantes de seu sexo.

Em Cuba atualmente umas 8,600 pessoas vivem com HIV/AIDS, e mais de 3,700 recebem terapia antirretroviral, medicamentos que em sua maioria são de produção nacional e se oferecem de forma gratuita.

Manuel Hernández, sub-director do Centro Nacional de Prevenção, explicou que no que vai de ano se realizaram mais de 1,7 milhões de provas de diagnóstico e a província mais afetada é Cidade de Havana, com cerca de 50% dos casos.

Para a data se preparou no país um bom número de atividades, que incluem uma gala cultural, uma exposição, feiras, jornadas científicas e um festival de teatro.
 
O programa cubano de prevenção desta doença foi instituído há mais de duas décadas e supõe: a pesquisa, avaliação, formação e uma linha aberta, conhecida como Linha-Ajuda.

O primeiro dia de luta contra essa doença no planeta celebrou-se em 1988 e foi proposto pela Organização Mundial da Saúde, na Cúpula de Ministros da Saúde sobre Programas de Prevenção da AIDS, celebrada em Londres nesse ano, e foi elegido devido a que o primeiro caso foi diagnosticado justo em 1º de dezembro 1981. Hoje, o mal afeta uns 42 milhões de pessoas no mundo todo.