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Prossegue conferência sobre a mulher latino-americana e caribenha
A décima primeira Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe prossegue hoje com debates sobre a situação das mulheres com um tema central, Que Estado, para que igualdade?
Source
Prensa Latina
Date
A décima primeira Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe prossegue hoje com debates sobre a situação das mulheres com um tema central, Que Estado, para que igualdade?
Precisamente, durante o primeiro dia de sessões desta terça-feira foi apresentada um documento com esse título, da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), no qual se propõe que a igualdade de gênero deve inscrever na busca da igualdade entre homens e mulheres em todos os âmbitos.
A respeito, cita a titularidade e gozo efetivo de direitos, o desenvolvimento produtivo e as famílias equitativas, onde se sentem as bases da autonomia econômica das mulheres, o acesso à tomada de decisões em todas às esferas, a autonomia física como o direito a viver uma vida livre de violência e o exercício de todos os direitos reprodutivos.
A articulação das três esferas de autonomia permitirá, da perspectiva do estudo, um círculo virtuoso da igualdade, no qual o Estado, o mercado e a família sejam agentes responsáveis por construir sociedades mais justas.
Em Que Estado, para que igualdade? propõe-se que do ponto de vista da igualdade de gênero, a democracia é deficitária na maioria dos países da região.
Informa que a metade da população "isto é, as mulheres de todos os grupos sociaisÂ�" não conseguiram nem os mesmos resultados nem obtiveram as mesmas possibilidades que seus pares masculinos no exercício da cidadania.
O espírito do documento poderia resumir na ideia de igualdade no país e na casa, algo que é afim à proposta da CEPAL de colocar a igualdade no coração do desenvolvimento, abolindo os privilégios sociais e redistribuindo os recursos produtivos.
A coluna vertebral destas reformas Â�"explicaÂ�" é a redistribuição do trabalho socialmente disponível e necessário, ao mesmo tempo em que propõe remover todos os obstáculos que impedem o acesso igualitário das mulheres ao mercado de trabalho e a proteção social, bem como favorecer um pacto social e fiscal.
O anterior, destaca, deve incluir políticas explícitas de conciliação entre a vida familiar e trabalhista que garantam a todas as mulheres o direito ao trabalho remunerado e assegurem a todas as pessoas o direito ao cuidado no marco da universalização da proteção social.
Assim, que impulsionem a paridade em todas as esferas da tomada de decisões (política, econômica e social), e promovam as mudanças culturais na sociedade e a família que contribuam a eliminar as consequências negativas da divisão sexual do trabalho.
Entre esses males na região, o documento menciona a segmentação trabalhista, a sobre representação das mulheres entre os pobres, a brecha salarial e a concentração das mulheres nos empregos de má qualidade, bem como o uso ineficiente de seu capital educativo.
A décima primeira Conferência, a qual participam cerca de 300 delegadas de 33 nações da região e de uma centena de organizações não governamentais, concluirá na sexta-feira próxima com a aprovação do chamado Consenso de Brasília, que deve recolher as propostas das mulheres aos governos da área para atingir a igualdade de gênero.
Precisamente, durante o primeiro dia de sessões desta terça-feira foi apresentada um documento com esse título, da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), no qual se propõe que a igualdade de gênero deve inscrever na busca da igualdade entre homens e mulheres em todos os âmbitos.
A respeito, cita a titularidade e gozo efetivo de direitos, o desenvolvimento produtivo e as famílias equitativas, onde se sentem as bases da autonomia econômica das mulheres, o acesso à tomada de decisões em todas às esferas, a autonomia física como o direito a viver uma vida livre de violência e o exercício de todos os direitos reprodutivos.
A articulação das três esferas de autonomia permitirá, da perspectiva do estudo, um círculo virtuoso da igualdade, no qual o Estado, o mercado e a família sejam agentes responsáveis por construir sociedades mais justas.
Em Que Estado, para que igualdade? propõe-se que do ponto de vista da igualdade de gênero, a democracia é deficitária na maioria dos países da região.
Informa que a metade da população "isto é, as mulheres de todos os grupos sociaisÂ�" não conseguiram nem os mesmos resultados nem obtiveram as mesmas possibilidades que seus pares masculinos no exercício da cidadania.
O espírito do documento poderia resumir na ideia de igualdade no país e na casa, algo que é afim à proposta da CEPAL de colocar a igualdade no coração do desenvolvimento, abolindo os privilégios sociais e redistribuindo os recursos produtivos.
A coluna vertebral destas reformas Â�"explicaÂ�" é a redistribuição do trabalho socialmente disponível e necessário, ao mesmo tempo em que propõe remover todos os obstáculos que impedem o acesso igualitário das mulheres ao mercado de trabalho e a proteção social, bem como favorecer um pacto social e fiscal.
O anterior, destaca, deve incluir políticas explícitas de conciliação entre a vida familiar e trabalhista que garantam a todas as mulheres o direito ao trabalho remunerado e assegurem a todas as pessoas o direito ao cuidado no marco da universalização da proteção social.
Assim, que impulsionem a paridade em todas as esferas da tomada de decisões (política, econômica e social), e promovam as mudanças culturais na sociedade e a família que contribuam a eliminar as consequências negativas da divisão sexual do trabalho.
Entre esses males na região, o documento menciona a segmentação trabalhista, a sobre representação das mulheres entre os pobres, a brecha salarial e a concentração das mulheres nos empregos de má qualidade, bem como o uso ineficiente de seu capital educativo.
A décima primeira Conferência, a qual participam cerca de 300 delegadas de 33 nações da região e de uma centena de organizações não governamentais, concluirá na sexta-feira próxima com a aprovação do chamado Consenso de Brasília, que deve recolher as propostas das mulheres aos governos da área para atingir a igualdade de gênero.
