Adriana Pérez, esposa de um dos antiterroristas cubanos condenados injustamente nos Estados Unidos, se entrevistou hoje aqui com a chefa da Divisão de Procedimentos Especiais do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, Jane Connors.
No encontro declarou Pérez que o julgamento contra os Cinco -como se lhes conhece internacionalmente- foi manipulado e se efetuou em Miami, território hostil dominado pela máfia de origem cubana, onde era impossível realizar um processo justo e imparcial, aliás, com as próprias leis dos Estados Unidos e do direito internacional.
A esposa de Gerardo denunciou o fato de que, na atualidade, os recursos de Habeas Corpus do caso permaneçam sob a consideração da mesma juíza, o mesmo fiscal e o mesmo distrito que os condenou.
Abundou nas novas evidências apresentadas no processo, como o pagamento das autoridades estadunidenses a jornalistas para escreverem artigos contra os Cinco e a negação do governo de entregar as imagens satelitais do 24 de fevereiro de 1996.
No encontro, Adriana Pérez pediu o deslocamento destas provas à Relatora Especial sobre a Independência de Juízes e Advogados, visando se realizarem todas as ações possíveis para conseguir que Washington oferecer uma solução definitiva e justa a este caso.
No julgamento seguido contra os Cinco tem dominado a falta do devido processo prevista na quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos e os magistrados têm agido sem independência e sob pressão e solicitações do governo desse país, disse Pérez.
A esposa de Gerardo Hernández propôs a Connors a necessidade de uma intervenção direta dessa Relatoria a favor da moção solicitada pela defesa de René González para se lhe permitir viajar a Cuba a visitar a seu irmão quem está gravemente doente.
O caso dos Cinco foi denunciado por Adriana Pérez ante o Conselho dos Direitos Humanos e nos encontros mantidos aqui com a Alta Comisionada, Navenethem Pillay, e a assistente da Relatoria Especial sobre a Violência contra a Mulher, Gabriela Guzmán.
