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Chanceler apresenta novo relatório sobre bloqueio e desmascara manipulação ianque
O bloqueio constitui uma violação flagrante, em massa e sistemática dos direitos humanos do povo cubano, e nas atuais circunstâncias “é o principal obstáculo” aos trabalhos de recuperação após o passo devastador dos furacões Gustav e Ike sobre a Ilha, afirmou o chanceler Felipe Pérez Roque durante coletiva de imprensa oferecida em Havana.
Source
ACN
Date
Havana, Cuba, 18 set (acn) O bloqueio constitui uma violação flagrante, em massa e sistemática dos direitos humanos do povo cubano, e nas atuais circunstâncias “é o principal obstáculo” aos trabalhos de recuperação após o passo devastador dos furacões Gustav e Ike sobre a Ilha, afirmou o chanceler Felipe Pérez Roque durante coletiva de imprensa oferecida em Havana.
Ao anunciar que no próximo 29 de outubro será submetido a votação, por 17ª ocasião, na Assembléia Geral da ONU o projeto de resolução titulado “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos de América contra Cuba”, o Ministro das Relações Exteriores cubano deu a conhecer que segundo cálculos conservadores e considerando só o que pôde ser documentado, o bloqueio causou no ano 2007 prejuízos por 3,375 bilhões de dólares.
Detalhou que desde sua implantação faz 50 anos as afetações somam mais de 93 bilhões de dólares, e se o estimado se faz ao valor atual do dólar, isso equivale a 224,6 bilhões de dólares.
Este último ano foi “o de mais brutal aplicação”, devido “à irracional perseguição contra empresas, bancos, e cidadãos norte-americanos e de terceiros países”, chegando inclusive ao bloqueio de sites da Internet relacionados com Cuba, pois a Casa Branca fez uso da extraterritorialidade, apontou Pérez Roque.
Em respostas às perguntas da imprensa, comentou uma folha informativa apresentada há um par de dias pelo Departamento de Estado norte-americano sobre as supostas ajudas oferecidas a Cuba que —disse— “nos confirmam o fato de que o governo dos Estados Unidos tenta lançar uma cortina de fumaça para desviar a atenção sobre o debate amplo e as recorrentes apelações para que Estados Unidos levante o bloqueio a Cuba”.
Nessa declaração diz-se que outorgaram licença por 250 milhões de dólares para “ajudar ao povo de Cuba” e o apresentam como “prova da disposição” dos Estados Unidos, quando na realidade as vendas de alimentos não são nada novo, pois existem desde faz vários anos; também não é “ajuda” porque é compra, ao contado, sem que possam participar barcos cubanos e sem que seja um comércio de dupla via, pois essas naves devem regressar vazias, refutou o titular do MINREX.
Aliás, —precisou— foi aprovado pelo anterior governo e “é uma torpe manipulação” apresentá-lo agora como um gesto humanitário da administração Bush.
A declaração do Departamento de Estado também afirma que forneceram 100 000 dólares a ONGs “para ajuda humanitária imediata”, mas precisou “não sabemos onde foi a parar esse dinheiro”, que “aliás, não pedimos”.
Isto é uma operação de propaganda, uma manobra para desviar a atenção das crescentes pressões para o levantamento do bloqueio, reiterou.
Ao respeito recordou que só a USAID (Agência de Estados Unidos para o Desenvolvimento) destinou neste ano 46 milhões de dólares para pagar a seus grupos mercenários e outros 40 milhões para as transmissões de rádio e televisão anticubanas.
Desmontando a cortina de fumaça e as mentiras da folha informativa do Departamento de Estado, fez referência àquela em que asseguram que o povo dos Estados Unidos é o maior provedor de ajuda humanitária a Cuba, 20 milhões de dólares em 2007 —dizem— e doações médicas por mais de 40 milhões.
Com total transparência informou à imprensa que em 2007 chegaram donativos por valor de 6,1 milhões de dólares, provenientes de organizações norte-americanas, entre elas religiosas e humanitárias de diverso tipo, um gesto nobre, generoso e de amizade que fala dos melhores valores do povo estadunidense, disse.
No entanto, antes o recrudescimento das medidas anticubanas existiam 160 Organizações não-governamentais estadunidenses vinculadas a Cuba e agora só ficam 21 com licença.
Qualificou de “falta de vergonha” apresentar como “doações” o que chamam de “pacotes de presentes”, que são mais que os envios familiares, e é um descaro quando reduziram o valor, o peso, o conteúdo e a freqüência com que se podem expedir a Cuba, e até limitaram a categoria do destinatário.
Por demais, sublinhou, não pedimos ajuda ao governo de Estados Unidos, e é a terceira vez que se recusa categoricamente a operação publicitária de Washington, carente de vergonha. “Cuba está disposta a comprar”, enfatizou, e solicita créditos ao menos pelos próximos seis meses para adquirir no mercado norte-americano “os materiais indispensáveis” para a reconstrução do país e alimentos.
Mas o governo estadunidense “não respondeu esta solicitação reiterada em três ocasiões por Cuba, de maneira oficial, e mantém uma “operação propagandística, retórica e uma publicidade malintencionada”, acentuou o Chanceler cubano.
O Ministro de Relações Exteriores ofereceu condolências ao povo de Estados Unidos, em particular à população de Texas, pelas perdas que também sofreu pelo passo do furacão Ike, que cobrou mais de 50 vidas.
Igual sentimento expressou para o povo de Haiti, onde destacou que os médicos cubanos têm estado desenvolvendo um extraordinário labor, inclusive na cidade de Gonaives a risco de suas próprias vidas.
Ao anunciar que no próximo 29 de outubro será submetido a votação, por 17ª ocasião, na Assembléia Geral da ONU o projeto de resolução titulado “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos de América contra Cuba”, o Ministro das Relações Exteriores cubano deu a conhecer que segundo cálculos conservadores e considerando só o que pôde ser documentado, o bloqueio causou no ano 2007 prejuízos por 3,375 bilhões de dólares.
Detalhou que desde sua implantação faz 50 anos as afetações somam mais de 93 bilhões de dólares, e se o estimado se faz ao valor atual do dólar, isso equivale a 224,6 bilhões de dólares.
Este último ano foi “o de mais brutal aplicação”, devido “à irracional perseguição contra empresas, bancos, e cidadãos norte-americanos e de terceiros países”, chegando inclusive ao bloqueio de sites da Internet relacionados com Cuba, pois a Casa Branca fez uso da extraterritorialidade, apontou Pérez Roque.
Em respostas às perguntas da imprensa, comentou uma folha informativa apresentada há um par de dias pelo Departamento de Estado norte-americano sobre as supostas ajudas oferecidas a Cuba que —disse— “nos confirmam o fato de que o governo dos Estados Unidos tenta lançar uma cortina de fumaça para desviar a atenção sobre o debate amplo e as recorrentes apelações para que Estados Unidos levante o bloqueio a Cuba”.
Nessa declaração diz-se que outorgaram licença por 250 milhões de dólares para “ajudar ao povo de Cuba” e o apresentam como “prova da disposição” dos Estados Unidos, quando na realidade as vendas de alimentos não são nada novo, pois existem desde faz vários anos; também não é “ajuda” porque é compra, ao contado, sem que possam participar barcos cubanos e sem que seja um comércio de dupla via, pois essas naves devem regressar vazias, refutou o titular do MINREX.
Aliás, —precisou— foi aprovado pelo anterior governo e “é uma torpe manipulação” apresentá-lo agora como um gesto humanitário da administração Bush.
A declaração do Departamento de Estado também afirma que forneceram 100 000 dólares a ONGs “para ajuda humanitária imediata”, mas precisou “não sabemos onde foi a parar esse dinheiro”, que “aliás, não pedimos”.
Isto é uma operação de propaganda, uma manobra para desviar a atenção das crescentes pressões para o levantamento do bloqueio, reiterou.
Ao respeito recordou que só a USAID (Agência de Estados Unidos para o Desenvolvimento) destinou neste ano 46 milhões de dólares para pagar a seus grupos mercenários e outros 40 milhões para as transmissões de rádio e televisão anticubanas.
Desmontando a cortina de fumaça e as mentiras da folha informativa do Departamento de Estado, fez referência àquela em que asseguram que o povo dos Estados Unidos é o maior provedor de ajuda humanitária a Cuba, 20 milhões de dólares em 2007 —dizem— e doações médicas por mais de 40 milhões.
Com total transparência informou à imprensa que em 2007 chegaram donativos por valor de 6,1 milhões de dólares, provenientes de organizações norte-americanas, entre elas religiosas e humanitárias de diverso tipo, um gesto nobre, generoso e de amizade que fala dos melhores valores do povo estadunidense, disse.
No entanto, antes o recrudescimento das medidas anticubanas existiam 160 Organizações não-governamentais estadunidenses vinculadas a Cuba e agora só ficam 21 com licença.
Qualificou de “falta de vergonha” apresentar como “doações” o que chamam de “pacotes de presentes”, que são mais que os envios familiares, e é um descaro quando reduziram o valor, o peso, o conteúdo e a freqüência com que se podem expedir a Cuba, e até limitaram a categoria do destinatário.
Por demais, sublinhou, não pedimos ajuda ao governo de Estados Unidos, e é a terceira vez que se recusa categoricamente a operação publicitária de Washington, carente de vergonha. “Cuba está disposta a comprar”, enfatizou, e solicita créditos ao menos pelos próximos seis meses para adquirir no mercado norte-americano “os materiais indispensáveis” para a reconstrução do país e alimentos.
Mas o governo estadunidense “não respondeu esta solicitação reiterada em três ocasiões por Cuba, de maneira oficial, e mantém uma “operação propagandística, retórica e uma publicidade malintencionada”, acentuou o Chanceler cubano.
O Ministro de Relações Exteriores ofereceu condolências ao povo de Estados Unidos, em particular à população de Texas, pelas perdas que também sofreu pelo passo do furacão Ike, que cobrou mais de 50 vidas.
Igual sentimento expressou para o povo de Haiti, onde destacou que os médicos cubanos têm estado desenvolvendo um extraordinário labor, inclusive na cidade de Gonaives a risco de suas próprias vidas.