VI Congreso Latinoamericano de Organizaciones Campesinas (CLOC) exigiu em sua declaração final, entre outras demandas, o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro de Estados Unidos que segue hoje afetando ao povo de Cuba.
Quatro dirigentes da Asociación Nacional de Agricultores Pequeños (ANAP) representaram ao campesinato da ilha no Congresso no qual explicaram as transformações que se dão hoje na sociedade cubana a partir do programa de atualização econômica.
Uma delas, María del Carmen Barroso, disse a Prensa Latina que durante a Noche Socialista, atividade que teve lugar na noite da quinta-feira, se destacou a reforma agrária cubana e a atenção e apoio que brindou ao campesinato o líder histórico da revolução Fidel Castro.
Também foi parabenizado - relatou - pelo regresso a casa dos cinco antiterroristas que estiveram encarcerados durante 16 anos nos Estados Unidos.
Barroso junto a Rilma Román e Beatriz Navarro, da direção nacional da ANAP, somaram-se à Marcha Campesina que efetuaram na sexta-feira em Buenos Aires os participantes pela soberania alimentar e contra os capitais e as multinacionais.
Na multicolor mobilização estiveram os participantes no encontro que se concluiu ontem à noite depois de sete dias de debates com a participação de mais de 1 200 delegados de 21 países da região. Coincidiu com o Dia Internacional de luta-a Camponesa.
Em sua declaração final, o CLOC ratificou seu apoio aos processos regionais e continentais refletidos na Unasul, ALBA, Mercosul e a Celac, como uma demonstração de "contundente solidariedade e unidade entre as organizações e países de América Latina e Caribe".
Respaldou a denúncia de Cuba contra o bloqueio norte-americano e as manobras e campanhas contra seu povo, "atitude que nos alenta a continuar a construção da Pátria Grande de Bolívar, San Martín, Martí, Sandino e Chavéz".
O documento alerta que o Congresso se desenvolveu em um momento "em que as contradições e a luta de classes se refletem em uma ofensiva do capital que promove novas guerras, opressão e conspiração contra os povos".
Essa agressividade -realçou- teve sua expressão máxima no ataque direto a Venezuela ao declarar este país um perigo para a segurança de Estados Unidos.
Também se manifesta "nas diversas estratégias golpistas e desestabilizadoras, instrumentadas pela aliança dos grandes grupos empresariais da comunicação e o capital financeiro".
Com isso procuram -denunciaram os camponeses reunidos na Argentina- "derrotar a soberania de nossos povos e impedir a ação dos governos progressistas na região".
O VI CLOC igualmente recusou o patriarcado, o racismo, o sexismo e a homofobia.
"Lutamos por sociedades democráticas e participativas, livres de exploração, discriminação, opressão e exclusão das mulheres e os jovens. Condenamos toda forma de violência doméstica, social, trabalhista e institucional para as mulheres", traz a declaração.
Notizie
Congresso camponês latino-americano exige fim do bloqueio a Cuba
Fonte
Prensa Latina
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