"A fortuna quis que a Venezuela fosse o país que mais lutou pela independência deste hemisfério. Começou por aqui, e contaram com um legendário precursor como Miranda, que chegou a dirigir até um exército francês em campanha, travando batalhas famosas que em determinado momento lhe evitaram à Revolução Francesa uma invasão do seu território".

"Os Estados Unidos só conta na Venezuela com fragmentos de Partidos ligados pelo medo da Revolução e por grosseiros apetites materiais. Na Venezuela não poderão usar o golpe de Estado como fizeram com Allende no Chile e em outros países de Nossa América. As Forças Armadas desse irmão país, educadas no espírito e no exemplo do Libertador, que no seu seio abrigou os chefes que iniciaram o processo, são promotoras e parte da Revolução".

 

"Hoje em dia que tudo está em risco, não nos converte em beligerantes. Somos decididos partidários da unidade entre os povos daquilo que Marti denominou Nossa América".

 

"Martí era um pensador profundo e antiimperialista vertical. Ninguém como ele em sua época conhecia com tanta precisão as funestas conseqüências dos acordos monetários que os Estados Unidos tentavam impor aos países latino-americanos, que foram a matriz dos de livre comércio, que hoje, em condições mais desiguais que nunca, têm ressuscitado".

“A integração para a América Latina e o Caribe é fundamental. Só unidos poderemos renegociar as condições de nosso papel neste hemisfério. Mesma coisa digo em relação à necessidade de unir os esforços dos países do Terceiro Mundo frente ao poderoso e insaciável clube dos ricos.”

Não confio na política dos Estados Unidos nem tenho intercambiado uma palavra com eles, sem que isto signifique, nem muito menos, uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. Defender a paz é um dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada para os problemas entre os Estados Unidos e os povos ou qualquer povo da América Latina, que não implique a força ou o emprego da força, deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais.

“Para mim, unidade significa partilhar o combate, os riscos, os sacrifícios, os objetivos, as idéias, conceitos e estratégias, aos quais se chega mediante debates e análises. Unidade significa a luta comum contra anexionistas, vende-pátrias e corruptos que não têm nada a ver com um militante revolucionário. A essa unidade em torno à ideia da independência e contra o império que avançava sobre os povos da América, é a que sempre fiz referência.”.

“Acredito que hoje em América Latina a batalha prioritária é —no meu entender— derrotar o neoliberalismo, porque se não derrotamos ao neoliberalismo desaparecemos como nações, desaparecemos como Estados independentes, e seremos mais colônias do que nunca o foram os países do Terceiro Mundo.”
"Forças novas e imprescindíveis têm surgido. O Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul, cujos vínculos com a América Latina, a maioria dos países do Caribe e da África, que lutam por seu desenvolvimento, constituem a força que em nossa época estão dispostos a colaborar com o resto dos países do mundo, sem excluir os Estados Unidos, Europa, Japão".
“A América Latina é a área geográfica do mundo onde os Estados Unidos impuseram o sistema mais desigual do planeta, para o desfrute de suas riquezas internas, obtenção de matérias primas baratas, compradores para suas mercadorias e o depositário privilegiado de seu ouro e fundos que escapam de seus respectivos países e que são investidos pelas companhias norte-americanas no país ou em qualquer parte do mundo.”