"Resta-nos a tarefa de definir bem o quê significa a globalização da solidariedade. E se levarmos este pensamento até as suas últimas conseqüências, descobriremos que o ponto 12 é uma realidade, porque me pergunto se o sistema capitalista pode garantir a globalização da solidariedade. Não se diz a globalização da caridade, que estaria muito bem por enquanto, mas tomara que chegue o dia em que a caridade não seja necessária, e esse dia será o momento em que o sentido da solidariedade seja universal e o espírito da solidariedade se tenha globalizado."

“O longo bloqueio e, de forma muito particular, o período especial, com sua enorme carência de recursos, e as supostas perdas de vocação docente em nossa juventude haviam deixado profundas e aparentemente insuperáveis marcas em tão extraordinária e decisiva tarefa revolucionária e social, como é a educação”.

“Tanta bondade ainda não lhe permitiu compreender que 50 anos de bloqueio e de crimes contra nossa Pátria não conseguiram dobrar nosso povo. Muitas coisas mudarão em Cuba, mas mudarão por nosso esforço e apesar dos Estados Unidos. Talvez esse império se derrube antes”.

“Qualquer Pessoa honesta capaz de observar com objetividade os acontecimentos, pode avaliar a perigosidade do conjunto de fatos cínicos e brutais que caracterizam a política dos Estados Unidos, e explicam a vergonhosa solidão desse país no debate das Nações Unidas sobre a “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba”.

“Nunca será suficiente  o que se diga sobre o cinismo da política dos Estados Unidos da América, que inclui  Cuba na lista de países terroristas, aplica a Lei assassina de Ajuste Cubano com carácter exclusivo a nossa nação, e a bloqueia economicamente, proibindo inclusive a venda de equipamentos médicos e medicamentos.”

"Nenhum dos chefes do império que resulte eleito debe ignorar que Cuba exige o completo cessar da Lei assassina de Ajuste Cubano e das criminosas legislações que levam os tristemente célebres nomes de Torricelli e Helms-Burton, do bloqueio genocida e da guerra econômica; que seus autores, promotores e executores são reus do delito de genocídio definido e sancionado pelos tratados internacionais assinados pelos Estados Unidos e Cuba; que neste caso, como país vítima, seus tribunais têm jurisdição sobre esses fatos".

"McCain participou de maneira destacada numa audiência sobre Cuba realizada em 21 de maio de 2002 no Subcomitê de Assuntos de Consumo, Comércio Exterior e Turismo, do Comitê de Ciência e Transporte, na qual reiterou que nosso país constitui uma ameaça para os Estados Unidos devido a sua capacidade de produzir armas biológicas, o que James Carter demonstrou que era ridículo. A respeito das medidas que foram propostas para tornar flexíveis as viagens para Cuba, Mc Cain, em outubro de 2003, apresentou uma moção para interromper o debate relacionado com estes tópicos".

"Quando proclamamos a Lei de Reforma Agrária, Eisenhower decidiu o que tinha que fazer (...) Em virtude daquela decisão precipitada, nossa quota açucareira foi suprimida em Dezembro de 1960, e mais tarde redistribuída entre outros produtores desta e doutras regiões do mundo como castigo. Nosso país ficou bloqueado e isolado.
 

"A própria Condoleezza Rice teria que responder algumas perguntas: Quantos norte-americanos têm perdido a vida como consequência de bombas enviadas por Cuba? Nalguma ocasião foi quebrado algum tijolo devido a um engenho explosivo procedente do nosso país? Porquê somos incluídos na grotesca lista de países terroristas, em que se ameaça acrescentar arbitrariamente à Venezuela?

"(...) no mundo globalizado de hoje, sob a égide do império ianque, não existe garantia de segurança para nenhum outro país. Na Organização das Nações Unidas pode-se repetir uma e mil vezes a rejeição unânime contra o bloqueio econômico imposto a Cuba ou qualquer outra medida como o direito do povo palestino a sua constituição como Estado, sem que esse direito ou qualquer outro que não se ajuste aos interesses do império tenha alguma vigência".