"O quê decide o império visando concorrer com Cuba na área de nosso hemisfério? Enviar um enorme navio convertido em hospital flutuante que trabalha dez dias em cada país. Poucas pessoas podem ser ajudadas, porém está muito longe de resolver os problemas de um país; não compensa também não o roubo de cérebros nem pode formar os especialistas de que precisa para emprestar verdadeiros serviços médicos qualquer dia da semana e do ano.

"Obama em seu discurso atribui à Revolução Cubana um caráter antidemocrático e carente de respeito à liberdade e aos direitos humanos. É exatamente o argumento que, quase sem exceção, empregaram as administrações dos Estados Unidos para justificar seus crimes contra nossa pátria. O bloqueio em si, por si só, é um genocídio. Não desejo que as crianças norte-americanas se eduquem nessa ética vexatória.
A revolução armada em nosso país não teria sido talvez necessária sem a intervenção militar, a Emenda Platt e o colonialismo econômico que ela trouxe à ilha".

“Os atuais Estados Unidos não têm nada a ver com a declaração de princípios de Filadélfia formulada pelas 13 colônias que se rebelaram contra o colonialismo inglês. Hoje constituem um império gigantesco, que não passava naquela altura pela mente de seus fundadores.  Porém, nada mudou para os indígenas e os escravos. Os primeiros foram exterminados na medida em que a nação se estendia; os segundos continuaram sendo alvo de leilões nos mercados ―homens, mulheres e crianças― durante quase um século, apesar de que “todos os homens nascem livres e iguais”, como afirma a declaração.

“O caminho sempre será difícil e precisará do esforço inteligente de todos. Desconfio dos caminhos aparentemente fáceis da apologética, ou a autoflagelação como antítese. Preparar-se sempre para a pior das variantes. Ser tão prudentes no êxito quanto firmes na adversidade, é um princípio que não pode esquecer-se. O adversário a derrotar é extremamente forte, mas o mantivemos a controlado durante meio século.”

"Rádio Martí, Televisão Martí e outras formas sofisticadas de agressão mediática são insultos ao nome do Heroi Nacional, com o que tentam humilhar o povo cubano e destruir sua resistência.
 
Um dilúvio de discursos e mentiras são encaminhados contra Cuba. Fala McCain, candidato de Bush à Presidência do império; fala o próprio Bush. Contra quem? Contra Martí. Em nome de quem? De Martí".

"Se o império conseguisse obter novamente o controle de Cuba, não ficaria nem sequer uma só das escolas de estudos superiores criadas pela Revolução para oferecer esse direito a todos os jovens; a maioria seria enviado a cortar cana; é sua política declarada. Tentaria roubar os talentos artísticos e científicos já criados, como o faz com o resto dos países de nosso hemisfério.

"A poderosa potência do norte sempre foi hostil a nossa luta, visto que desde havia muito tempo lhe dera o destino manifesto de fazer parte de seu território em plena expansão.