“Hoje, de imediato, a principal preocupação de nosso povo e de nosso planeta é que seja preservada a paz, sem a qual o mundo caminhará para um abismo fatal. E por essa paz lutaremos com valentia, honra e dignidade, como temos feito sempre”.

 

Mais do que nunca se impõe a racionalidade e a luta contra a dilapidação, o parasitismo e o acomodamento.  É preciso agir com absoluta honestidade, sem demagogia nem concessão alguma à frouxidão e ao oportunismo. Os militantes revolucionários têm que ser exemplo. Devem dar e receber confiança. Dar tudo pelo povo, até a vida se for necessário.

Cuba converte-se, cada vez mais, em um país não apenas de grandes talentos artísticos e intelectuais, mas também de pedagogos, cientistas e centenas de milhares de cidadãos capazes de criar riquezas, com suas inteligências cultivadas. Uma prova do que se pode fazer, apesar do subdesenvolvimento herdado e do mais longo bloqueio econômico e financeiro jamais sofrido por um povo.

“O mérito da Revolução Cubana pode ser medido pelo fato de que um país tão pequeno tenha podido resistir durante tanto tempo a política hostil e as medidas criminosas aplicadas contra o nosso povo pelo império mais poderoso surgido na história da humanidade, o qual, costumado a manipular a seu bel-prazer os países do hemisfério, subestimou a uma nação pequena, dependente e pobre a poucas milhas de suas costas. Isto não teria sido possível nunca sem a dignidade e a ética que sempre caracterizaram as ações da política de Cuba, assediada por repugnantes mentiras e calúnias.

Existem muitas formas de cooperação entre os povos com diferentes conceições políticas. Uma prova disso é a luta contra o narcotráfico, o crime organizado e o tráfico humano, que se pode fazer extensiva a muitas formas de cooperação na luta contra as epidemias, as catástrofes naturais e outros problemas.

Não confio na política dos Estados Unidos nem tenho intercambiado uma palavra com eles, sem que isto signifique, nem muito menos, uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. Defender a paz é um dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada para os problemas entre os Estados Unidos e os povos ou qualquer povo da América Latina, que não implique a força ou o emprego da força, deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais.

“¡É dever do povo, é dever da Revolução, é dever da Pátria, lhe abrir passo à inteligência, lhe abrir oportunidade à inteligência, lhe abrir passo à vocação, lhe abrir passo à virtude e ao mérito!”.

“Se detrás da pátria soberana, se detrás da bandeira livre, se detrás da Revolução redentora não houvesse um povo firme e heróico como este, a pátria nem seria livre nem a bandeira seria soberana, nem a Revolução marcharia à frente com a firmeza inquebrantável com que marcha”.

“Acho que este é um momento decisivo de nossa história: a tirania foi derrocada. A alegria é imensa.  Contudo, ainda resta muita coisa por fazer.  Não nos enganamos acreditando que daqui em diante tudo será fácil; talvez daqui em diante tudo seja mais difícil. Dizer a verdade é o primeiro dever de todo revolucionário. Enganar o povo, avivar nele enganosas ilusões, sempre traria as piores consequências, e acho que o povo tem que ser alertado contra o excesso de otimismo.”

"Jamais temos arrebatado as inteligências a outros povos. Em câmbio em Cuba formaram-se gratuitamente dezenas de milhares de médicos e outros profissionais de alto nível para devolvê-los a seus próprios países".