"Juan Miguel, por salvar a vida de Elián, esteve disposto a entregar a sua própria vida e a arriscar a da sua esposa e a do seu outro filho. Mas, nunca esteve disposto a comprar a entrega daquela criança que tanto amava ao preço da traição à pátria. A sua conduta cobriu-o de glória e ele ganhou para sempre a admiração do seu povo".

"Deixando de mencionar muitos outros acontecimentos inesquecíveis, em nenhuma das ocasiões mencionadas das nossas lutas senti uma emoção tão intensa como quando ao abrir-se a porta do pequeno avião que os trouxe dos Estados Unidos, depois de tantos meses de batalhar sem trégua, vi emergir às 7:53 da tarde de 28 de Junho as figuras de Juan Miguel e Elián. Uma pequena criança e um humilde pai cubano que muito poucas pessoas conheciam há uns meses, voltavam convertidos em gigantes símbolos morais da nossa pátria".

“[…] quão grande é nosso povo, quão invencível é uma idéia justa, quão importante é acreditar no homem, quão belo é lutar por grandes ideais, quanta luz e felicidade pode emanar de uma pequena criança inocente para obsequiar ao povo que esteve disposto a morrer por um de seus mais tenros filhos!”

“As proezas que nosso país já pode fazer no campo da medicina, o enorme capital humano com que conta, nenhum outro país do mundo tem; profissionais capazes de viajar a qualquer lugar do mundo, por difícil que seja, que não têm os demais. ”

“Deveria saber-se que para o povo cubano, por em cima de qualquer outro sobre a Terra, estão os valores que inspiram a liberdade, a dignidade, o amor por sua pátria, sua identidade, sua cultura e o mais estrito sentido da justiça que possa conceber o ser humano.”

“Se pátria é humanidade, como disse Martí, somos cidadãos do mundo e irmãos de todos os povos do planeta.”

“Oitenta e três anos separavam os nascimentos de um e do outro. O primeiro já era um personagem legendário, quando o segundo veio ao mundo. Se um afirmou que quem tentasse apropriar-se de Cuba, caso não perecesse na luta, recolheria o pó de seu solo encharcado de sangue, o outro encharcou com seu sangue o solo da Bolívia, tentando impedir que o império se apoderasse da América”.

“Os revolucionários cubanos, em meio à batalha de idéias que hoje travamos, e envolvidos em árdua e heróica defesa da Pátria, da Revolução e do Socialismo, num dia como hoje rendemos especial tributo a nossos dois grandes heróis, com uma firme e inquebrantável decisão: seremos todos como Maceo e Che!”

General Antonio Maceo, os cubanos de hoje, educados em seu imortal exemplo, teriam compartilhado a honra de estar junto a você no dia glorioso em que respondeu ao representante do poder colonial espanhol: Não queremos paz sem independência.

Que cada nova geração esteja mais preparada para os grandes desafios do futuro que lhe esperam à nossa Pátria e a toda a humanidade, é o mais profundo anseio de todos os revolucionários cubanos. Em cada minuto de suas vidas devem ter presente a grande responsabilidade que a Pátria e a Revolução coloca em vocês: logo, estudar com esmero e cumprir com honra o dever.

“A interpretação do Hino em 20 de outubro coincide com o fato de armas com que a Revolução consegue a primeira e mais importante vitória sobre as tropas coloniais espanholas. A capitulação de Bayamo e a entrada vitoriosa de Céspedes, supõem a culminação do ato de rebeldia iniciado em 10 de outubro na usina açucareira "La Demajagua", que deu uma virada na história do país e fez nascer, sobre as ruínas dos primeiros redutos coloniais, a nação cubana”.

“A Brigada “Henry Reeve” foi criada, e qualquer que for a tarefa que vocês assumirem em qualquer canto do mundo ou em nossa própria pátria, levarão sempre a glória da resposta Valente e digna que deram ao apelo de solidariedade com o irmão povo dos Estados Unidos, e, em especial, seus filhos mais humildes.

Avante, generosos defensores da saúde e da vida, vencedores da dor e da morte!”