"Quando foi dito que Cuba ia liquidar o analfabetismo no termo de um ano, aquilo parecia uma afirmação temerária, aquilo parecia um impossível... teria sido uma tarefa impossível para qualquer povo do mundo, salvo que essa tarefa se propusesse fazê-la um povo em Revolução. Só um povo em Revolução teria sido capaz de despregar o esforço e a energia necessárias para levar adiante tão gigantesco propósito."

"Quem nos dará o futuro? Nós próprios! Quem garantirá um futuro feliz para nossa pátria? Nós próprios e só nós! ninguém o virá fazer, não terá que depender de alguém, mas de nós; temos a oportunidade e temos tudo o necessário".

"Nesses três anos aprendemos muito. Aprendemos que um povo pode tudo; aprendemos que um povo é capaz de vencer todos os obstáculos; que um povo é capaz de enfrentar poderosos inimigos; que um povo é capaz de enfrentar todos os sacrifícios que forem necessários; que um povo, quando chega sua hora, quando chega sua oportunidade, a sabe aproveitar.

Saibamos aproveitar esta grande oportunidade, esta grande oportunidade que almejaram nossos antepassados em suas lutas pela independência, esta grande oportunidade que almejaram tantos lutadores do povo, esta grande oportunidade que custou tanto sacrifício, tanto mártir, tanto combatente morto lutando contra a opressão e a tirania, lutando nas montanhas, lutando na defesa das nossas costas! Saibamos aproveitar esta oportunidade!".

"México é um exemplo de como devem ser as relações entre os povos; México é um vizinho de Cuba, igual do que os ianques, todavia, o povo de Cuba não teve problemas com o Governo mexicano; o povo de Cuba aplaude aqui o povo, à nação e ao governo mexicanos".

"Temos fé nos povos, sabemos que só os próprios povos podem fazer as revoluções. Qual povo teria podido vir cá fazer a Revolução por nós? Sabemos que a Revolução é obra do povo, e nós temos uma fé ilimitada nos povos".

"Os povos inquietam-se cada vez mais; a consciência revolucionária cresce. E como é impossível que os povos se resignem a viver nas condições de miséria a que o imperialismo os tem submetidos e se resignem à congelação dessa situação, é lógico que os povos  
—mais tarde ou mais cedo— se levantem contra essas condições, e então os imperialistas vão intervir em qualquer nação da América Latina, onde os povos se cansem da exploração".

"Nós temos com que defender nossa soberania, porque temos as armas para defendê-la e, sobretudo, temos o mais importante, temos todo um povo para defender essa soberania. Daí que, a soberania de Cuba e o princípio de autodeterminação o estamos defendendo aqui, em primeiro lugar; não obstante, lá Cuba não está levando a cabo uma batalha por Cuba, está liberando uma batalha por toda a América, porque o resto dos povos está desarmado, o resto dos povos, muitos dos povos da América Latina, estão indefesos perante a ingerência e face ao intervencionismo".

"Cada ano que se acelera a libertação da América, significará milhões de crianças que se salvem para a vida, milhões de inteligências que se salvem para a cultura, infinitos caudais de dor que se poupariam os povos".

“E o quê ensina a Revolução Cubana? Que a revolução é possível, que os povos podem fazê-la (APLAUSOS), que no mundo contemporâneo não há forças capazes de impedir o movimento de libertação dos povos”.

"Agora, esta massa anônima, esta América de cor, sombria, taciturna, que canta em todo o continente com uma mesma tristeza e desengano, agora esta massa é a que começa a entrar definitivamente em sua própria história, começa a escrevê-la com seu sangue, começa a sofrer e a morrer.  
 
Porque agora, pelos campos e pelas montanhas da América, pelas faldas das suas serras, por suas planícies e suas florestas, entre a solidão, ou no tráfico das cidades, ou nas costas dos grandes oceanos e rios, começa a estremecer-se este mundo cheio de razões, com os punhos quentes de desejos de morrer pelo que é dele, de conquistar seus direitos quase 500 anos burlados por uns e por outros. Agora, a história terá que contar com os pobres da América, com os explorados e vilipendiados da América Latina, que têm decidido começar a escrever eles próprios, para sempre, sua história. Vê-se-lhes pelos caminhos, um dia e outro, a pé, em marchas sem fim, de centenas de quilômetros, para chegar até os “olimpos” governantes a reclamar seus direitos".

"Ali onde estão fechados os caminhos dos povos, onde a repressão dos operários e camponeses é feroz, onde é mais forte o domínio dos monopólios ianques, o primeiro e mais importantes é compreender que não é justo nem é correto entreter os povos com a vã e acomodatícia ilusão de arrancar, por vias legais que não existem nem existirão, às classes dominantes, abrigadas em todas as posições do Estado, monopolizadoras da instrução, donas de todos os meios de divulgação e possuidoras de infinitos recursos financeiros, um poder que os monopólios e as oligarquias defenderão a sangue e fogo com a força dos seus polícias e dos seus exércitos".

 
"E diante da realidade objetiva e historicamente inexorável da revolução latino-americana, qual é a atitude do imperialismo ianque? Está disposto fazer uma guerra colonial contra os povos da América Latina; criar o aparelho de força, os pretextos políticos e os instrumentos pseudo-legais assinados com os representantes das oligarquias reacionárias para reprimir a sangue e fogo a luta dos povos latino-americanos".