“E o quê ensina a Revolução Cubana? Que a revolução é possível, que os povos podem fazê-la (APLAUSOS), que no mundo contemporâneo não há forças capazes de impedir o movimento de libertação dos povos”.
Citações
"Agora, esta massa anônima, esta América de cor, sombria, taciturna, que canta em todo o continente com uma mesma tristeza e desengano, agora esta massa é a que começa a entrar definitivamente em sua própria história, começa a escrevê-la com seu sangue, começa a sofrer e a morrer.
Porque agora, pelos campos e pelas montanhas da América, pelas faldas das suas serras, por suas planícies e suas florestas, entre a solidão, ou no tráfico das cidades, ou nas costas dos grandes oceanos e rios, começa a estremecer-se este mundo cheio de razões, com os punhos quentes de desejos de morrer pelo que é dele, de conquistar seus direitos quase 500 anos burlados por uns e por outros. Agora, a história terá que contar com os pobres da América, com os explorados e vilipendiados da América Latina, que têm decidido começar a escrever eles próprios, para sempre, sua história. Vê-se-lhes pelos caminhos, um dia e outro, a pé, em marchas sem fim, de centenas de quilômetros, para chegar até os “olimpos” governantes a reclamar seus direitos".
"Ali onde estão fechados os caminhos dos povos, onde a repressão dos operários e camponeses é feroz, onde é mais forte o domínio dos monopólios ianques, o primeiro e mais importantes é compreender que não é justo nem é correto entreter os povos com a vã e acomodatícia ilusão de arrancar, por vias legais que não existem nem existirão, às classes dominantes, abrigadas em todas as posições do Estado, monopolizadoras da instrução, donas de todos os meios de divulgação e possuidoras de infinitos recursos financeiros, um poder que os monopólios e as oligarquias defenderão a sangue e fogo com a força dos seus polícias e dos seus exércitos".
"E diante da realidade objetiva e historicamente inexorável da revolução latino-americana, qual é a atitude do imperialismo ianque? Está disposto fazer uma guerra colonial contra os povos da América Latina; criar o aparelho de força, os pretextos políticos e os instrumentos pseudo-legais assinados com os representantes das oligarquias reacionárias para reprimir a sangue e fogo a luta dos povos latino-americanos".
"Os povos da América se libertaram do colonialismo espanhol no início do século passado, mas não se libertaram da exploração. Os latifundiários feudais assumiram a autoridade dos governantes espanhóis, os indígenas continuaram em penosa servidão, o homem latino-americano numa ou noutra forma continuou escravo e as esperanças mínimas dos povos sucumbiram sob o poder das oligarquias e do domínio do capital estrangeiro".
“Os povos pensam que o único incompatível com o destino da América Latina é a miséria, a exploração feudal, o analfabetismo, os salários de fome, o desemprego, a política de repressão contra as massas operárias, camponesas e estudantis, a discriminação da mulher, do negro, do indígena, do mestiço, a opressão das oligarquias, a pilhagem das suas riquezas pelos monopólios ianques, a asfixia moral dos seus intelectuais e artistas, a ruína dos seus pequenos produtores pela concorrência estrangeira, o subdesenvolvimento econômico, os povoados sem estradas, sem hospitais, sem moradias, sem escolas, sem indústrias, a submissão ao imperialismo, a renúncia à soberania nacional e a traição à pátria”.
“As forças que impulsionam os povos —que são os verdadeiros construtores da história—, determinadas pelas condições materiais de sua existência e a aspiração a metas superiores de bem-estar e liberdade, que surgem quando o progresso do homem no campo da ciência, da técnica e da cultura o tornam possível, são superiores à vontade e ao terror que desatam as oligarquias dominantes”.
“Cuba não estaria onde está, nem nossa pátria ocuparia o lugar que hoje ocupa no conceito dos outros povos do mundo, se detrás da pátria, se detrás da bandeira soberana da pátria, se detrás da Revolução não estivesse o povo, se detrás desta Revolução não estivesse este povo”.
“Se detrás da pátria soberana, se detrás da bandeira livre, se detrás da Revolução redentora não houvesse um povo firme e heróico como este, a pátria nem seria livre nem a bandeira seria soberana, nem a Revolução marcharia à frente com a firmeza inquebrantável com que marcha”.
"E o devemos dizer para esta juventude, devemos fazer um apelo a esta juventude, devemos educar esta juventude, orientá-la, forjá-la; devemos fazer desta juventude o que todos sonhamos para o futuro, devemos fazer desta juventude o que todos sonhamos que haverá de ser o povo do amanhã, as gerações novas da pátria; deveremos fazer desta juventude o que todos nós queríamos ser, o que todos nós teríamos querido viver com vocês; temos que tornar esta juventude, simplesmente, no porvir".
"Revolução é ajudar-se uns aos outros, revolução é ajudar-se todos a todos, revolução é compreender-se, revolução é compreender cada vez melhor quais são nossas obrigações para com o resto, para com a pátria; revolução é compreender cada vez melhor os grandes ideais, os grandes propósitos, as grandes metas que se propôs nosso povo".
"E um povo vigilante, um povo sempre atento e sempre preocupado por retificar os erros cometidos e por fazer as coisas bem, será sempre um povo invencível, será sempre um povo chamado a obter cada vez mais sucessos e chamado a obter cada vez mais triunfos".