Colombianos ao resgate da vigência ética de Martí
A ética do patriota e revolucionário cubano José Martí, desde a dupla dimensão de sua ação e seu pensamento, marcou o Colóquio internacional que afundou aqui em sua vigência como figura fundacional de Latino-américa.
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Prensa Latina
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A ética do patriota e revolucionário cubano José Martí, desde a dupla dimensão de sua ação e seu pensamento, marcou o Colóquio internacional que afundou aqui em sua vigência como figura fundacional de Latino-américa.

Pesquisadores, escritores, estudantes e admiradores de quem consagrou sua vida à emancipação de seu país e desta região do mundo, depois de avizorar os perigos que se cernían sobre ela, convocaram a cumprir com o dever de "resgatar e semear o espírito ético martiano na presente época".

Os colombianos retomaram sua nova aproximação ao poeta e prócer independentista cubano ao calor do 160 aniversário de seu natalício, homenagem que se prolongará durante todo o ano, multiplicado em vários departamentos do país.

Organizado pela Associação Desenvolvo Sustentável e Solidário Guaiaie-Mãe Terra e o apoio da Prefeitura Maior de Bogotá, entre outras entidades e organizações, o objetivo principal do evento foi "a remembranza e resgate de um pensamento que nos foi escamoteado", declarou desde o início o intelectual Héctor Areias.

Desde esse orçamento, impõe-se isentar como alternativa, agregou, o legado político e humano de Martí, em uma cojuntura histórica minada por um capitalismo neoliberal de natureza selvagem, que propõe como prioridade a riqueza material em desmedro da ética e os valores do espírito.

A homenagem a Martí e a Cuba, sublinhou, "é nosso compromisso como colombianos de seguir avançando nas ideias de liberdade, integração e solidariedade com os povos do continente e o mundo".

Com sede na Biblioteca Luis Angel Arango, o evento propiciou o abordaje das principais coordenadas do pensamento martiano e sua projeção universal e latino-americana, a partir de investigadores como o acadêmico Paul Estrade, o argentino David Solodkov e a cubana Caridad Atencio.

Estrade sublinhou sua capacidade anticipadora quando advertiu: "Quem diz união econômica, diz união política. O influxo excessivo de um país no comércio de outro se converte em influxo político. Dois cóndores ou dois cordeiros unem-se sem tanto perigo como um cóndor e um cordeiro", alertou.

Também sua temporã denúncia da polarização da sociedade norte-americana, "com uns ricos sempre mais ricos e uma massa de pobres a cada vez mais pobres", e o papel dos banqueiros, aos que tachou de bandidos e o monopólio ao que qualificou de polvo".