Congressista estadunidense promove restringir viagens de cubanos
Em uma nova ação para reforçar o bloqueio estadunidense contra Cuba, o congressista republicano David Rivera sugeriu limitar ainda mais as viagens de imigrantes cubanos à Ilha.
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Prensa Latina
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Em uma nova ação para reforçar o bloqueio estadunidense contra Cuba, o congressista republicano David Rivera sugeriu limitar ainda mais as viagens de imigrantes cubanos à Ilha.

  A iniciativa, sensivelmente polêmica para a comunidade cubana no país do norte, impediria esses cidadãos de regressar à nação antilhana por um prazo de cinco anos após seu rendimento aos Estados Unidos com o amparo da chamada Lei de Ajuste Cubano.

Até agora a legislação permite a esses imigrantes legalizar seu status de residência ao completar um ano e um dia após chegar aos Estados Unidos, e a partir desse período podem viajar a seu país de origem.

A versão final do projeto legislativo aparece identificada como HR 2774. Um texto preliminar da legislação foi apresentado na Câmara de Representantes no dia 1 de agosto, publicou o jornal sulista Sun Sentinel.

Segundo o representante do 25 distrito congressional da Flórida, seu plano pretende preservar o sentido original da Lei de ajuste Cubano -vigente desde 1966- que dá aos cubanos privilégios migratórios com relação aos imigrantes de outros países sobre a presunção de que são perseguidos políticos.

Em síntese, a proposta de Rivera estipula: Os imigrantes acolhidos a essa legislação não poderão viajar a Cuba num prazo de cinco anos após sua chegada ao território norte-americano e o Departamento de Segurança Nacional não concederá o status de residente legal aos que violem o regulamento.

O projeto já corrigido será apresentado novamente quando o Congresso federal retomar sessões o próximo dia 6 de setembro.

Há dois meses, Rivera tinha apresentado um programa para revogar o relaxamento nas restrições de viagens a Cuba.

Por sua vez, a congressista estadunidense de origem cubana Ileana Ros-Lehtinen, presidenta do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes, pediu à Casa Branca que adote medidas para impedir supostas violações de leis sobre o turismo à Ilha.

Além de Ros-Lehtinen e Rivera, aos esforços para recrudescer o bloqueio econômico contra Cuba somou-se o representante republicano Mario Díaz Balart, com uma emenda que foi agregada a uma lei de atribuições do Tesouro e certificada por um comitê legislativo em votação oral.

Tanto a proposição de Rivera como a de Díaz-Balart restaurariam as restrições de viagens de cubanos a seu país de origem vigentes durante a presidência de George W. Bush, antes do presidente Barack Obama as relaxar no início deste ano.

O cerco econômico, comercial e financeiro imposto por Washington a Havana data de cinco décadas atrás. O dano econômico direto ocasionado ao povo cubano, calculado até dezembro de 2009 a preços atuais, ascende a uma cifra que supera 100 bilhões 154 milhões de dólares.

Esse valor aumentaria para 239 bilhões 533 milhões de dólares, se o cálculo fosse realizado tomando como base a inflação de preços minoristas nos Estados Unidos, afirma um relatório de 2010 da página digital Cubavsbloqueo.cu.