A chegada do Comandante em Chefe Fidel Castro a esta capital, à frente da Caravana da Liberdade, será comemorada amanhã ao cumprir-se 57 anos desse fato histórico.
Fidel Castro demorou sete dias, depois de 1 de janeiro, para chegar aqui, saiu de Santiago de Cuba no dia 2 e entrou em Havana no dia 8.
O líder revolucionário chegou em cima de tanques e outras máquinas blindadas apreendidas do derrocado Exército do ditador Fulgencio Batista.
Era acompanhado por mil combatentes rebeldes, incluindo integrantes da Coluna Um José Martí da Serra Maestra.
Fidel Castro liderou a Marcha da Liberdade, a Caravana da Vitória ou a Caravana da Liberdade, como os jornais a chamaram indistintamente naqueles dias.
Ao se dirigir ao povo, o chefe da Revolução expressou "...este é um momento decisivo de nossa história. A tirania foi derrocada. A alegria é imensa. No entanto, falta muito por fazer ainda. Não nos enganemos achando que de agora em diante tudo será fácil, talvez adiante tudo será mais difícil".
As autoridades organizam o percurso simbólico do qual participam jovens estudantes e trabalhadores de diferentes setores.
A jornalista Marta Rojas, testemunha daquele acontecimento, relata que milhares de havaneros se lançaram então às ruas para dar as boas-vindas ao Comandante do Exército Rebelde, que conduziu as ações até derrocar a tirania de Fulgencio Batista, quem preferiu fugir a enfrentar sua derrota.
Do município do Cotorro, por onde entraram à capital, até o Palácio Presidencial e dali ao quartel militar de Columbia, Fidel e os combatentes da última campanha independentista da Ilha receberam uma acolhida calorosa, carregada de emoções, explicou.
Montados em tanques e caminhões, os guerrilheiros receberam uma enxurrada de multidão que os aclamava junto a gritos de 'Viva Fidel', comentou.
Das varandas lançavam flores e pelo Passeio del Prado, o Malecón e El Vedado não tinha espaço vazio horas antes, com o povo a espera dos lutadores pela liberdade, enquanto as bandeiras cubanas e do Movimento 26 de Julio estavam levantadas em todos os lados, descreveu Rojas, citada pelo jornal diário Granma.
O veículo que trazia o líder revolucionário e seus colegas, entre eles o comandante do povo e chapéu de aba, Camilo Cienfuegos, estremecia os corações das pessoas de Havana, que queriam abraçar ou dar as mãos aos caravanistas.
Notícias
Cuba comemora os 57 anos da entrada de Fidel Castro a Havana
Fonte
Prensa Latina
Data
