A III Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) conclui hoje na capital de Costa Rica em uma atmosfera em defesa da unidade e da integração regional.
O encontro foi inaugurado ontem com a presença de 21 chefes de estado e governo e outros representantes dos 33 países que integram o mecanismo, fundado em 3 de dezembro de 2011 em Caracas, Venezuela.
Ao longo de mais de 10 horas, cerca de vinte mandatários expuseram a posição de seus governos em torno dos temas centrais da região, entre eles a necessidade de enfrentar juntos os novos desafios.
O presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, expressou que a diversidade na reflexão e na unidade na ação têm de ser a maior fortaleza e a meta que oriente à Comunidade.
Os avanços nesse caminho foram marcados pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, que destacou que "Nossa América entrou em uma época nova e avançou, a partir da criação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos".
"Desenvolver a unidade na diversidade, a atuação coesionada e o respeito às diferenças seguirá sendo nosso primeiro propósito e uma necessidade inevitável, porque os problemas do mundo agravam-se", afirmou.
A demanda de pôr fim ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais de meio século foi unânime nos discursos dos chefes de Estado e Governo.
Os governantes também se congratularam pela decisão dos presidentes de Cuba, Raúl Castro, e de Estados Unidos, Barack Obama, de restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países, rompidas pela potência nortenha em 1961.
O respaldo ao processo de paz na Colômbia, a decisão de seguir avançando na luta contra a pobreza e as desigualdades sociais foram pontos coincidentes nas intervenções dos dignatários.
O início dos trabalhos nessa quinta-feira foi adiantado uma hora para dar tempo às intervenções dos mandatários restantes, anunciou ontem à noite o presidente de Costa Rica.
Solís elogiou a capacidade de resistência dos mandatários, dispostos a sustentar longas sessões de trabalho, e convidou-os a um jantar típico costarricense como encerramento ontem à noite das atividades.
O chanceler tico, Manuel González, informou que os documentos que assinarão os chefes de Estado e Governo já se encontram prontos e são a declaração política, outras 25 sobre diversos temas e o plano de ação para 2015.
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Cúpula da Celac concluída em meio a consenso integracionista
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Prensa Latina
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