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Delegação do governo dos E.U.A. se reune com mercenários em Cuba
Uma delegação estadunidense que participou nas conversas migratórias com o governo cubano se reuniu com mercenários nesta capital, fato contrário ao espírito de cooperação e entendimento mostrado pelas autoridades da ilha caribenha.
Fonte
Prensa Latina
Data
Havana, 20 fev (Prensa Latina) Uma delegação estadunidense que participou nas conversas migratórias com o governo cubano se reuniu com mercenários nesta capital, fato contrário ao espírito de cooperação e entendimento mostrado pelas autoridades da ilha caribenha.
Uma vez efetuado o intercâmbio diplomático, a representação norte-americana convocou dezenas de seus mercenários, a quem inclusive transportou à residência do Chefe do Escritório de Interesses desse país na nação caribenha, precisa uma nota do Ministério de Relações Exteriores de Cuba (MINREX) divulgada hoje pelo jornal Granma.
Tal ação -indica o texto- demonstrou novamente que suas prioridades se relacionam mais com o apoio à contrarrevolução e à promoção da subversión para derrocar a Revolução Cubana que com a criação de um clima condizente a solução real dos problemas bilaterais.
Estes elementos contrarrevolucionarios beneficiam-se de uma parte dos mais de 20 milhões de dólares que não ficam em Miami e que a Casa Branca dedica anualmente ao trabalho de desestabilização e subverção contra Cuba, assinala o documento.
Desde o próprio dia de sua chegada ao país,- prossegue a nota- o chefe da delegação norte-americana foi advertido pelo MINREX sobre nossa rejeição ao aproveitamento de sua breve estadia para organizar um evento provocador, alheio ao espírito das conversas migratórias.
Com esta conduta ofensiva para as autoridades e o povo cubano, o governo norte-americano confirma que segue em vigor os instrumentos da política subversiva contra a Ilha, assinala.
Dita posição manifesta sua falta de vontade real para melhorar os vínculos com nosso país e para deixar atrás as ações de grosseira ingerencia, que historicamente têm sido o maior obstáculo à normalização das relações entre ambos países, enfatiza a declaração da chancelaria.
No encontro efetuado na véspera, a delegação de Cuba reiterou as propostas feitas em julho do ano passado à parte norte-americana em Nova York, referentes à cooperação no confronto ao narcotráfico, ao terrorismo e ao tráfico de pessoas, para proteger o meio ambiente e enfrentar os desastres naturais.
Adicionalmente, a delegação de Cuba reiterou os temas essenciais abordardando um eventual processo de diálogo dirigido para melhorar as relações: o levantamento do bloqueio econômico, comercial e financeiro; a exclusão de Cuba da lista de países terroristas.
Também a ab-rogação da Lei de Ajuste Cubano e a "política de pés secos-pés molhados"; a compensação por danos econômicos e humanos, a devolução do território ocupado pela Base Naval de Guantánamo; o fim das agressões radiais e televisivas desde os Estados Unidos contra Cuba, e o fim do financiamento à subverção interna.
Ainda -acrescenta o documento- a delegação cubana abordou a fundo, como tema essencial nessa agenda a solicitação de libertação de cinco cubanos que sofrem, faz 11 anos, injusta prisão nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo.
