Docentes e sistema educacional cubano centram encontro Pedagogia 2015
Fonte
Prensa Latina
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A formação dos docentes, os níveis de educação em Cuba, suas características e perspectivas, bem como as ciências aplicadas a este setor, centram hoje os debates no Congresso de Pedagogia 2015.
 
O capitalino Palácio das Convenções acolhe mais de 2.700 delegados que participam neste Congresso Internacional que se celebra em Havana com caráter bianual.
 
Este encontro será um convite a pensar juntos em torno dos problemas e desafios que os tempos que vivemos propõem à educação, apontou a ministra desse setor de Cuba, Ena Elsa Velázquez, ao inaugurar ontem o Pedagogia 2015.
 
A titular ofereceu uma conferência intitulada A educação: Desafios e vontade política, na qual assinalou que a humanidade vive tempos turbulentos onde persiste a fome, a violência e mais de um milhão de crianças morrem a cada ano por doenças curáveis.
 
Mas, contrastou que existem pessoas de boa vontade como os educadores que são portadores de ideias progressistas e fazem da educação um instrumento de emancipação e enaltecimento do ser humano, cujas vozes se ouvem em foros como este de Havana nos quais se alerta, clamam, refletem, semeiam ideias e desenvolvem consciências.
 
Cuba propôs-se com vontade política priorizar as essências do desenvolvimento social pelas quais se avançou aqui no cumprimento dos objetivos de desenvolvimento do milênio e nas metas de educação para todos, indicou a ministra.
 
Velázquez recordou que a obra educacional cubana se fez realidade desde o triunfo da Revolução, a qual tem sido levada adiante na contramão das ações dos que por mais de meio século tentam destruí-la.
 
Apontou que esse trabalho foi realizado sob mais de 50 anos de bloqueio econômico, financeiro e comercial impostos pelos Estados Unidos a Cuba, o qual se mantém apesar da rejeição internacional.
 
Destacou como parte importante da educação cubana o forjar uma cultura da resistência para superar a adversidade econômica, bem como os princípios de solidariedade e internacionalismo.
 
A ministra destacou o orgulho pelos nove milhões de pessoas no mundo que têm se alfabetizado através do método cubano Eu sim posso.