A exclusão de Cuba da lista de nações que segundo o Governo norte-americano patrocinam o terrorismo foi uma das notícias sobressalientes nos Estados Unidos durante esta semana.
O porta-voz do Departamento de Estado, Jeff Rathke, indicou que o prazo de 45 dias de notificação ao Congresso expirou ontem e o chefe da diplomacia estadunidense, John Kerry, decidiu na própria data rescindir a permanência de Cuba na dita listagem. Para ficar implementada, a medida deve ser publicado no diário oficial estadunidense, Federal Register, ainda que Rathke dimensionou que já tem força legal.
Segundo a nota, Cuba não tem proporcionado suporte ao terrorismo internacional nos últimos seis meses e ademais deu garantias de que não apoiará atos desse tipo no futuro.
The New York Times qualificou ontem de crucial este passo como parte do esforço da Casa Branca para deixar para atrás a hostilidade própria da Guerra Fria que caracterizou por muito tempo as relações entre Estados Unidos e Cuba.
Ainda que as autoridades cubanas não puseram este tema como condição para avançar para a retomada dos nexos entre ambas nações, reiteraram que a ilha não deveria estar incluída na listagem, um ato ao que atribuiu motivações políticas.
Este passo está de acordo com as propostas do presidente cubano, Raúl Castro, e de seu homólogo estadunidense, Barack Obama, quem informaram o passado 17 de dezembro a decisão de restaurar ditos vínculos e abrir as representações em ambas capitais.
Fontes da chancelaria cubana têm reiterado que o principal obstáculo para a normalização das relações segue em pé: o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra a maior das Antilhas há mais de meio século, causante de danos por 1 trilhão 112 bi 534 milhões de dólares aos cubanos.
Muitos legisladores que visitaram Cuba nas últimas semanas coincidem em assinalar que existe consenso bipartidário no Capitólio a favor do levantamento destas medidas punitivas.
Tal é o caso do senador democrata Tom Udall, que assegurou em uma conferência de imprensa no dia 28 de maio em Havana que a maioria dos integrantes do Comitê de Relações Exteriores da Câmara alta, um painel finque neste processo, favorece a eliminação das sanções unilaterais.
Udall presidiu uma delegação de congressistas democratas que esteve na ilha no final de maio, integrada ademais pelo também senador Ao Franken, de Minnesota; e os representantes Raúl M. Grijalva, de Arizona e John Larson de Connecticut.
A direita anti-cubana no Congresso tenta estabelecer uma estratégia para lutar contra os projetos que pretendem desmontar as medidas punitivas contra a maior das Antilhas, destacam meios de imprensa estadunidenses.
Mas enquanto os do Poder Legislativo põem-se de acordo neste tema, Obama está em capacidade de empregar suas faculdades executivas e segundo tem reiterado a chancelaria cubana, pode deixar só no esqueleto uma boa parte das restrições inscritas nas leis do Capitólio com respeito a Cuba.
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Exclusão de Cuba de lista unilateral marcou semana noticiosa nos EUA
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Prensa Latina
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