Intelectuais franceses assinam declaração contra bloqueio a Cuba
Cerca de 200 intelectuais e outras personalidades francesas assinaram até hoje uma declaração pública a favor do levantamento imediato do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e da chamada Posição Comum da União Europeia (UE).
Fonte
Prensa Latina
Data
Cerca de 200 intelectuais e outras personalidades francesas assinaram até hoje uma declaração pública a favor do levantamento imediato do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e da chamada Posição Comum da União Europeia (UE).

Entre os primeiros signatários encontram-se o jornalista Ignacio Ramonet, o professor e historiador Paul Estrade, o artista Manu Chao, o presidente da organização France Cuba, André Minier, o bispo Jacques Gaillot e o escritor Gilles Perrault.

O documento, redigido por France Cuba, demanda ao governo socialista francês exigir publicamente a Washington o fim do cerco econômico, comercial e financeiro contra a ilha.

Reclama também ao executivo proteger e defender por todos os meios às empresas francesas ameaçadas pelas leis extraterritoriais que fazem parte do bloqueio.

"Nesse mesmo espírito, pedimos a França intervir ante a UE para reclamar o abandono da posição comum para Cuba que não respeita nem a independência, nem a dignidade desse país", acrescenta a declaração.

A chamada posição comum, impulsionada em 1996 pelo então presidente do governo espanhol José María Aznar, limita drasticamente as relações com o país caribenho, reeditando assim a política agressiva da Casa Branca, precisa o texto.

O documento, rubricado também por membros de partidos políticos e de organizações da sociedade civil, recorda que a Assembleia Geral da ONU condenou em novembro pela vigésima primeira ocasião consecutiva, com o apoio de 188 países, esse ilegal e criminoso bloqueio.

"Por esta razão nós chamamos a cada um a assinar o chamado público que dirigimos ao governo francês e a UE para atuar de conformidade com seu voto", afirma a declaração.

Recorda o documento que desde 1959 o povo cubano tem sido submetido a uma hostilidade constante por parte dos Estados Unidos, que tem utilizado todos os meios, desde agressões militares, bloqueios econômicos, apoio ao terrorismo e campanhas de propaganda mediática, para mudar o sistema político da ilha.

"Cuba tem direito à paz, à independência e ao respeito", assinala a declaração pública.