Mandela, um gigante entre os homens
O segundo secretario do Comitê Central do Partido e vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón Machado Ventura, presidiu a cerimônia para honrar o ex-presidente sul-africano
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Granma Internacional
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O segundo secretario do Comitê Central do Partido e vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón Machado Ventura, presidiu a cerimônia para honrar o ex-presidente sul-africano

A Sala Universal do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (FARs), foi  cenário da gala político-cultural para lembrar a vida do falecido ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, que virou ícone mundial de resistência e consagração na luta pela liberdade plena do homem e contra a opressão racial.

A cerimônia esteve presidida pelo segundo secretário do Comitê Central do Partido e vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón Machado Ventura.

O membro do Bureau Político e vice-presidente do Conselho de Estado, Salvador Valdés Mesa, lembrou a visita de Mandela a Cuba em 1991 e suas palavras no ato central por ocasião de 26 de julho em Matanzas, onde afirmou que a vitória de Cuito Cuanavale marcou o ponto na luta para libertar o continente africano do apartheid, e que desde seus dias iniciais, a Revolução cubana foi fonte de inspiração para todos os povos que amam a liberdade.

Também salientou a amizade entranhável que existia entre o primeiro presidente negro da África do Sul e nosso líder histórico Fidel Castro.

 Valdés Mesa se referiu às palavras do general-de-exército Raúl Castro na cerimônia realizada no estádio de Soweto, quando se referiu a Mandela como profeta da unidade, a reconciliação e a paz, e exemplo invencível para os povos da América Latina e o Caribe, que avançam rumo a integração respeitosos de sua diversidade.

Durante a cerimônia também discursaram embaixadores da África, América Latina, Caribe, Ásia e Europa, os quais qualificaram Mandela como um gigante entre os homens, que fez realidade o sonho da harmonia racial.

Madiba jamais odiou nem quis vingar-se de ninguém, senão que semeou amor e perdão para toda a humanidade, sublinhou o embaixador de Djibuti, Ayeid Mousseid Yahya, decano do corpo diplomático africano credenciado em Cuba.

Por sua vez, o embaixador sul-africano, Napthal Manana, agradeceu a solidariedade das autoridades e o povo cubanos com o governo da Pretória; e ratificou que as relações entre os dois países sempre estarão marcadas pela grande amizade que uniu nossos líderes.

Na cerimônia também participaram os membros do Bureau Político do Partido, Esteban Lazo Hernández, presidente do Parlamento e o general de corpo-de-exército e vice-ministro das FARs, Ramón Espinosa Martín, bem como os vice-presidentes do Conselho de Ministros, Ulises Rosales del Toro e Antonio E. Lussón; o membro do Comitê Central, Jorge Risquet e o ministro interino das Relações Exteriores, Marcelino Medina, e outros dirigentes do governo cubano e funcionários da chancelaria cubana, cadetes, jovens sul-africanos que estudam em Cuba e outros convidados.