Portando camisas com as imagens do reverendo norte-americano Martin Luther King jr e do mestre cubano José Martí entrarãoÂá nesta quarta-feira a Cuba os membros da Caravana da Amizade Pastores pela Paz.
Mantenhamos o sonho vivo é o emblema que nos leva nesta ocasião a Cuba, declarou a Prensa Latina o pastor da igreja budista e presidente do agrupamento inter-religiosa IFCO/Pastores pela Paz,Âá Thomas Smith.
A caravana chegou ao México esta terça, para ir rumo a Cuba dividida em dois grupos nesta quarta-feira e quinta-feira, com a rotineira ajuda solidaria para esse povo, mas sobretudo com o apoio moral de quem defende sua causa no próprio Estados Unidos.
Depois de percorrer 50 cidades estadunidenses a caravana foi recebida na Sociedade Cooperativa de Moradia Acapatzingo, da Frente Popular Francisco Vila Independente.
Smith afirmou que nesta cidade mexicana se celebra os 25 anos da constituição dessa emblemática cooperativa e se vai festejar com os cubanos o aniversário 60 do Assalto ao Quartel Moncada, o qual marcou um ponto importante na história do processo revolucionário na Ilha.
Para Pastores pela Paz cada viagem a Cuba, a cada travessia desde Canadá, Estados Unidos até México, e por fim Havana, tem uma meta: somar no caminho caravanistas na contramão do bloqueio com que o governo dos Estados Unidos tem pretendido em vão apagar essa revolução,Âá disse Smith.
Agregou que de Cuba saem mais inspirados, fortalecidos, decididos a recrutar novos caravanistas, para depois voltar e voltar, sempre voltar até que não exista bloqueio, sempre que exista bloqueio haverá Pastores pela Paz, a qual também trabalha para muitas outras organizações e países, como por exemplo Haiti, que o fazemos com o apoio dos cubanos.
Também o padre Luis Bairros, da igreja episcopal em Nova York,Âá expressou a esta agência o agradecimento ao governo do México por permitir sempre a passagem da caravana por seu país, pese às pressões dos Estados Unidos o qual, afirma, que isso é reflexo de respeito e amor dos mexicanos para os cubanos.
Bairro argumentou que Pastores pela PazÂá responderá sempre à filosofia impregnada por seu fundador o reverendo norte-americano Lucius Walker, quem dizia que "a nossa licença para ser solidários com Cuba ou qualquer outra nação ou causa só tinha um nome: amor".
Nenhum departamento de estado nos tem que dizer como e onde vamos ser solidários; que há consequências para isso, isso nós temos claro, sempre nos ameaçam,Âá porque tratam de nos roubar a motivação de querer estar ao lado do povo cubano.
Declarou que o denominador comum dos membros de Pastores pela PazÂá não é crer em Deus, e aclarou, "A nós, nos foi dito que a luta não seria entre os que creem e não creem em Deus, se nos disse que nossa luta é e segue sendo entre os que praticam a justiça e quem não", enfatizou.
Mais adiante, esclareceu, "às vezes perguntam-me por que apoio a um governo que não crê em Deus, e sempre respondo queÂá eu prefiro cem vezes um Comandante Fidel ateu que um sr. Bush que acredite em Deus.
"O bloqueio é imoral, ilegal, mas Deus não o pôs, e se é um problema de um povo como o cubano, então esse problema é meu, e também sempre digo vamos orar, ascender velas, vamos fazer procissão, mas vamos para a rua, e isso é o que estamos fazendo com Pastores pela Paz", manifestou Bairros.
Nós todos os dias damos obrigado pela forma em que o povo cubano tem sabido se manter de pé, com uma revolução socialista, que nós apoiamos cem porcento.
Quando falo de Cuba e das pretensões desse criminoso bloqueio dos Estados Unidos contra seu povo, sempre digo como o cantor e autor Pablo Milanés, "o que brilha com luz própria ninguém pode apagar", concluiu Bairros.
