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Sem surpresa em Cuba por hostilidade de pré-candidatos
A postura anti-cubana demonstrada nos últimos dias por pré-candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos está em sintonia com a tradicional hostilidade de Washington contra a ilha, considerou hoje um estudioso do diferendo bilateral.
Fonte
Prensa Latina
Data
A postura anti-cubana demonstrada nos últimos dias por pré-candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos está em sintonia com a tradicional hostilidade de Washington contra a ilha, considerou hoje um estudioso do diferendo bilateral.
Para Jorge Hernández, diretor do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre Estados Unidos da Universidade de Havana, para além desses discursos no âmbito
na campanha eleitoral norte-americana, trata-se das pretensões de destruir à Revolução que triunfou em 1 de janeiro de 1959.
Na classe dominante do vizinho país o consenso é a mão de ferro para pôr a Cuba de joelhos, porque segue sem aceitar o projeto de soberania e independência construído a 90 milhas de distância , assinalou nesta capital a Prensa Latina.
No limiar da semana em curso, os aspirantes à Casa Branca Newt Gingrish e Mitt Romney coincidiram nas primárias de seu partido em atacar a Cuba, chegando inclusive o primeiro deles a advogar por operações encobertas para desestabiliza-la.
De acordo com Hernández, ambos os contendenses republicanos buscam com sua conduta ofensiva "apaixonar" o voto cubano-americano, concentrado na Flórida, no ensejo de enfrentar ao presidente Barack Obama nas eleições de novembro próximo.
Ainda que a comunidade cubano-americana conta com bases majoritariamente interessadas em melhores relações bilaterais, predomina na mesma o critério de elites envolvidas à extrema direita, advertiu.
Dominam círculos afins com congressistas como Ileana Ros-Lehtinen, Lincoln Díaz-Balart e Robert Menéndez, quem persistem no empenho de punir à ilha por não se submeter à democracia liberal, o livre mercado e o pluripartidismo, disse.
O pesquisador recordou que a tradicional hostilidade contra a Revolução prove tanto de republicanos quanto de democratas.
As posições de Obama, da secretária de Estado, Hillary Clinton, e outros funcionários da atual administração democrata gravitam em uma órbita parecida à de seus rivais, expôs.
Segundo Hernández, Estados Unidos é um império cujas elites não dão muita margem de variação na conduta dos governantes, quando de manter o establishment se tratar.
Uma prova tem sido que sob o gerenciamento de Obama, o bloqueio não só continuou como nas nove administrações anteriores, senão que se fortaleceu com a perseguição das transações financeiras e o comércio exterior de Cuba.
"Esta situação de consenso permite preconizar que ganhar quem ganhar nas presidenciais de novembro, não são previsíveis mudanças dramáticas na política de Washington para a ilha".
O bloqueio aplicado por mais de cinco décadas, a ocupação da base naval de Guantánamo, as agressões de rádio e televisão, a lei de ajuste (estímulo à emigração ilegal) e a propaganda subversiva, são ações destinadas a prevalecer, ao menos em curto prazo, estimou.
Para Jorge Hernández, diretor do Centro de Estudos Hemisféricos e sobre Estados Unidos da Universidade de Havana, para além desses discursos no âmbito
na campanha eleitoral norte-americana, trata-se das pretensões de destruir à Revolução que triunfou em 1 de janeiro de 1959.
Na classe dominante do vizinho país o consenso é a mão de ferro para pôr a Cuba de joelhos, porque segue sem aceitar o projeto de soberania e independência construído a 90 milhas de distância , assinalou nesta capital a Prensa Latina.
No limiar da semana em curso, os aspirantes à Casa Branca Newt Gingrish e Mitt Romney coincidiram nas primárias de seu partido em atacar a Cuba, chegando inclusive o primeiro deles a advogar por operações encobertas para desestabiliza-la.
De acordo com Hernández, ambos os contendenses republicanos buscam com sua conduta ofensiva "apaixonar" o voto cubano-americano, concentrado na Flórida, no ensejo de enfrentar ao presidente Barack Obama nas eleições de novembro próximo.
Ainda que a comunidade cubano-americana conta com bases majoritariamente interessadas em melhores relações bilaterais, predomina na mesma o critério de elites envolvidas à extrema direita, advertiu.
Dominam círculos afins com congressistas como Ileana Ros-Lehtinen, Lincoln Díaz-Balart e Robert Menéndez, quem persistem no empenho de punir à ilha por não se submeter à democracia liberal, o livre mercado e o pluripartidismo, disse.
O pesquisador recordou que a tradicional hostilidade contra a Revolução prove tanto de republicanos quanto de democratas.
As posições de Obama, da secretária de Estado, Hillary Clinton, e outros funcionários da atual administração democrata gravitam em uma órbita parecida à de seus rivais, expôs.
Segundo Hernández, Estados Unidos é um império cujas elites não dão muita margem de variação na conduta dos governantes, quando de manter o establishment se tratar.
Uma prova tem sido que sob o gerenciamento de Obama, o bloqueio não só continuou como nas nove administrações anteriores, senão que se fortaleceu com a perseguição das transações financeiras e o comércio exterior de Cuba.
"Esta situação de consenso permite preconizar que ganhar quem ganhar nas presidenciais de novembro, não são previsíveis mudanças dramáticas na política de Washington para a ilha".
O bloqueio aplicado por mais de cinco décadas, a ocupação da base naval de Guantánamo, as agressões de rádio e televisão, a lei de ajuste (estímulo à emigração ilegal) e a propaganda subversiva, são ações destinadas a prevalecer, ao menos em curto prazo, estimou.
