Um programa especial para fechar o Festival de Balé de Havana
Com um extenso e variado programa no qual intervieram estrelas da dança mundial, se fecharam aquí as portas do 22 Festival Internacional de Balé, dedicado à prima ballerina assoluta Alicia Alonso.
Fonte
Prensa Latina
Data
Com um extenso e variado programa no qual intervieram estrelas da dança mundial, se fecharam aquí as portas do 22 Festival Internacional de Balé, dedicado à prima ballerina assoluta Alicia Alonso.
 
Noite de grandes emoções ontem, no Grande Teatro de Havana, com as sempre bem-vindas presentações de Tamara Rojo (Royal Ballet) em Cinco valses de Brahms na forma de Isadora Duncan.
 
A pasticidade do gesto, mostrada pela primeira bailarina num estilo muito particular, foi apresentada com o companhamento do importante músico cubano Aldo López Gavilán no piano.
 
Um melodioso e apaixonado tango de Astor Piazolla encantou a platéia com o encontro dos argentinos Nadia Muzyka e Juan Pablo Ledo, do Ballet do Teatro Colón.
 
De pura raízes espanholas, Lola Greco e Fernando Velasco brilharam no último encontro,com uma coreografia que mistura clássicos e contemporâneos, embora a formação acadêmica de seus protagonistas.
 
Irene Rodríguez, primeira bailarina do Ballet Espanhol de Cuba, recriou o sentido metafórico verbal em gestos que trazeram credibilidade ao texto literário, defendido também por jovens bailarinos do Ballet Nacional de Cuba
 
Também não faltou o flamenco de Antonio El Pipa com seu Dobro sentir, no qual apresenta sua comedida energia que vai acrecentando o tom entanto avança a guitarra espanhola.
 
Limpeza técnica excepcional no pas de deux de A Bela Adormecida, por Roberta Marquez e Steven McRae (Royal Ballet).
 
Dessa mesma companhia britânica, o cubano Carlos Acosta demonstrou suas habilidades na dança cantemporânea com a obra Two, classe de controle do corpo nos limites de uma luz no tecto.
 
Do American Ballet Theater, o cubano Jose Manuel Carreño, recebeu aplausos pela obra Sinatra suite.
 
Também foram agasalhadas as figuras do BNC Viengsay Valdes, Janela Piñera, Anette Delgado e Sadaise Arencibia no Grand pas de quatre.
 
A companhia cubana colocou sobre o cenário as quatro promessas masculinas: Arian Molina, Serafín Castro, Javier Gómez e Osniel Gunod, no Canto vital, de Azari Plisetski.
 
Com uma perspectiva contemporânea, A morte dum cisne, interpretada por Javier Torres, acordou merecida ovação pela técnica refinada na coreografia de Fokine.
 
Para o encerramento ficou o estréioo na ilha dum fragmento de Samsara, obra do espanhol Víctor Ullate, com músicas étnicas do Egipto, Irã, Índia, Nepal, China e Japão.
 
Bárbara García, primeira bailarina do BNC, e outras figuras do grupo defenderam uma coreografia moderna com alguns momentos de homenagem à técnica clássica.
 
Depois o encerramento da edição 22 do Festival Internacional de Ballet de Havana, voltou reafirmar-se como um encontro do arte e a amizade.
 
Em esta cita misturaram-se todas as artes para evidenciar as palavras do escritor cubano Alejo Carpentier, quando eke disse : "O espíritu da dança es inseparóvel da condição humana".