"Cuba mantinha relações de amizade com todos os países da América Latina e do Caribe, sejam de esquerda ou de direita. Há muito traçamos essa linha e não a mudaremos; estamos dispostos a apoiar qualquer diligência em favor da paz entre os povos. É um terreno espinhoso e difícil, mas continuaremos perseverando nele".
"Desde o triunfo da Revolução, nosso país nunca pôs obstáculos à emigração legal dos cidadãos cubanos, aos Estados Unidos ou a qualquer outro país. Quando a Revolução triunfa, muitas pessoas em Cuba, como no restante do Caribe e da América Latina, que sofriam a pobreza e o subdesenvolvimento, aspiravam a emigrar, em busca de empregos melhor remunerados e de melhores condições de vida material, que em seus próprios países, submetidos a séculos de exploração e saqueio, nunca poderiam encontrar. Até 1959, os vistos que se concediam eram extremamente restritos.
"A própria Condoleezza Rice teria que responder algumas perguntas: Quantos norte-americanos têm perdido a vida como consequência de bombas enviadas por Cuba? Nalguma ocasião foi quebrado algum tijolo devido a um engenho explosivo procedente do nosso país? Porquê somos incluídos na grotesca lista de países terroristas, em que se ameaça acrescentar arbitrariamente à Venezuela?
"Agora, esta massa anônima, esta América de cor, sombria, taciturna, que canta em todo o continente com uma mesma tristeza e desengano, agora esta massa é a que começa a entrar definitivamente em sua própria história, começa a escrevê-la com seu sangue, começa a sofrer e a morrer.
"Desde que findou a Segunda Guerra Mundial, as nações da América Latina se têm depauperado cada vez mais; suas exportações têm cada vez menos valor; suas importações, preços mais altos; a renda per capita, diminui; as pavorosas percentagens de mortalidade infantil não diminuem; o número de analfabetos, é superior; os povos carecem de trabalho, de terras, de moradias adequadas, de escolas, de hospitais, de vias de comunicação e de meios de vida. Em câmbio, os investimentos norte-americanos ultrapassam 10 000 milhões de dólares.
"Felizmente existe a outra Venezuela, a Venezuela de Bolívar e Miranda, a de Sucre e uma legião de chefes e pensadores brilhantes que foram capazes de conceber a grande pátria latino-americana da qual nos sentimos parte e pela qual temos resistido mais de meio século de agressões e de bloqueios".
"La globalización neoliberal impuesta al mundo, diseñada para un mayor saqueo de los recursos naturales del planeta, ha conducido a la mayoría de los países del Tercer Mundo, y de modo especial a los de América Latina, tras el fatídico "Consenso de Washington", a una situación desesperada e insostenible".
"(...) devemos juntar-nos, não só os das Caraíbas e os da América Central, mas também juntar-nos com os da América do Sul, eles precisam disso tanto quanto nós (...)"
"Tal vez a CELAC se torne no que deve ser uma organização política hemisférica, exceto os Estados Unidos e o Canadá. Sua decadente e insustentável império já ganhou o direito a descansar em paz".
"América Latina é um continente convulsionado pela onda revolucionária que se desata. Os imperialistas tentam deter essa onda, tentam conseguir o impossível de impedir o avanço dessa onda revolucionária; porém mais do que uma onda revolucionária, é uma verdadeira tromba-d’água revolucionária que varrerá com o imperialismo nos nossos povos da América Latina".