Várias homenagens ao líder da Revolução cubana, Fidel Castro, e ao ex-presidente argentino Néstor Kirchner serão rendidos ao comemorar-se o sexto aniversário do Não à ALCA em Mar del Plata, se conheceu hoje aqui.
Os atos terão lugar no sábado próximo nessa cidade balneario argentina, onde há seis anos e no marco da IV Cimeira das Américas Kirchner advertiu que à região "não nos servirá qualquer integração, senão aquela que reconheça as diversidades".
Da derrota do ALCA à Unasul, pela unidade da Pátria Grande Latino-americana, será o nome sob o qual se desenvolverão as atividades comemorativas, detalhou em um comunicado a Agência Popular de Comunicação Sul-americana.
O programa do encontro inclui ademais a realização de uma dezena de painéis sobre juventude; educação; movimentos sociais; centrais sindicais; solo urbano e moradia; e recursos naturais e modelos extrativos.
Também se debaterá em torno da crise capitalista global e as alternativas para a enfrentar; a integração regional, e a derrota do Area de Livre Comércio das Américas (ALCA)- impulsionada por Estados Unidos- e os governos populares emergentes.
Dos festejos pela derrota do projeto norte-americano participarão, entre outros, os chanceleres de Bolívia, David Choquehuanca; de Venezuela, Nicolás Maduro, e do Uruguai, Luis Almagro, antecipou a agência de notícias Télam.
O ministro assessor do governo de Paraguai, Hugo Ruiz Díaz; o ex chanceler Jorge Taiana e o secretário de Comunicação Pública da Argentina, Juan Manuel Abal Medina.
Espera-se assim mesmo a presença de delegações das centrais sindicais de Chile, Paraguai, Uruguai, Brasil, Venezuela e Bolívia; da Organização Latinoamericana de Estudantes (OCLAE) e de movimentos sociais e políticos da região.
A IV Cúpula das Américas de Mar del Plata-1995 culminou sem que as 34 delegações assistentes conseguissem um acordo para reativar o ALCA ante a oposição dos países membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e Venezuela.
No documento final foram recolhidas as duas posições: a de "alguns membros" empenhados em seguir os ditames de Washington, e a de outros para quem "ainda não estão dadas as condições necessárias para conseguir um acordo de livre comércio hemisférico e equitativo".
