É questinada na França a extraterritorialidade de leis dos EUA
A ameaça dos Estados Unidos de multar ao banco BNP Paribas por suposta violação do bloqueio a Cuba e outros países, gera hoje rejeição na França, onde analistas e políticos questionam a extraterritorialidade das leis de Washington.
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Prensa Latina
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A ameaça dos Estados Unidos de multar ao banco BNP Paribas por suposta violação do bloqueio a Cuba e outros países, gera hoje rejeição na França, onde analistas e políticos questionam a extraterritorialidade das leis de Washington.

Um artigo publicado no diário Le Monde com título "Multa recorde contra o BNP Paribas: o imperialismo do dólar"qualifica de astronômica a cifra de 10 bilhão imposta contra a organização financeira francesa.

"O imperialismo do bilhete verde não está morto. Ele é hoje um vetor da vontade da extraterritorialidade das legislações dos Estados Unidos", assinala o texto assinado pelo especialista em temas econômicos Jean-Baptiste Jacquin.

Adverte o analista que o objetivo estadunidense é impor ao resto do mundo suas próprias leis.

O ex-ministro francês de Comércio Exterior, Pierre Lellouche considerou como particularmente chocante a multa exorbitante contra o BNP Paribas e afirmou que o governo francês deveria reagir.

"Ao tratar de impor suas leis extraterritoriais às sociedades estrangeiras, o Estados Unidos viola o direito internacional", denunciou Lellouche.

Afirmou que aceitar as disposições do bloqueio só poderia ser justificado se tivesse sido resultado de acordos multilaterais entre Estados soberanos.

"Seria inadmissível que o governo francês não reagisse frente tais medidas no momentos em que a União Européia está comprometida na negociação de um acordo de livre comércio com Estados Unidos", afirmou o ex-titular.

"Os abutres deixam-se cair sobre América Latina", é o título de um artigo publicado aqui pelo diário L'Humanité, a propósito da sanção norte-americana contra um banco francês.

Adverte o jornal que apesar da suposta disposição do presidente estadunidense, Barack Obama, de "revisar" sua política para Cuba, se desencadeou um plano contra esse país.

O primeiro objetivo, diz, é manter o bloqueio imposto há mais de meio século, acompanhado de uma avalanche de sanções contra os bancos que tenham relações com Cuba, como o BNP Paribas.

O segundo propósito, diz L'Humanité, é tratar de criar a insegurança e provocar atos criminosos, como o demonstra a recente detenção em Cuba de quatro terroristas de Miami, e o terceiro é incrementar a propaganda contra a nação caribenha.