Artigos e Reflexões
Ontem terça-feira tinha um acúmulo de telexes com notícias sobre a reunião no Japão das potências mais industrializadas. Deixarei o material para um outro dia, se não virar fiambre. Decidi descansar. Preferi me reunir com o Gabo e sua esposa, Mercedes Barcha, que estão de visita em Cuba até ao dia 11. Quanta vontade tinha de intercambiar com eles para rememorar quase 50 anos de uma amizade sincera!
Os dados que utilizo foram tomados fundamentalmente das declarações do embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, à imprensa e à televisão desse país, à imprensa internacional e outras fontes. Impressiona a dilapidação de tecnologia e recursos econômicos utilizados.
Há sete dias falei de um dos grandes da história, Salvador Allende, a quem o mundo relembrou com profunda emoção e respeito ao se comemorar o primeiro centenário de seu nascimento. Ninguém, contudo, vibrou e nem sequer se lembrou do dia 24 de Outubro de 1891, em que –dezoito anos antes que nosso admirado irmão chileno– nasceu o déspota dominicano Rafael Leónidas Trujillo.
Enquanto elaborava uma reflexão sobre as relações de McCain com a máfia terrorista anticubana de Miami e outros temas que se relacionam, de interesse histórico, chegaram notícias frescas sobre essa personagem que os falcões do império projetam como substituto de Bush: suas visitas à Colômbia e ao México, que iniciará amanhã. Não podem ser evitadas, porque de fato confirmam as opiniões que até este momento sustentamos.
Nasceu há cem anos em Valparaíso, no sul do Chile, a 26 de junho de 1908. Seu pai, da classe média, advogado e notário, militava no Partido Radical chileno. Quando eu nasci, Allende tinha 18 anos. Realiza seus estudos de nível médio num liceu da cidade natal.
Chamou-me a atenção que nenhuma de minhas amigas, as agências de notícias, dissera ao sábado qualquer coisa a respeito da alta valoração que a UNESCO expressou sobre a educação em Cuba que, apesar das ações dos Estados Unidos, ultrapassa os níveis atingidos por outros países da região, como se isso não tivesse nada a ver com o respeito aos direitos humanos.
Sabe-se que nos países industrializados e ricos as pessoas investem em alimentos, como média, ao redor de 25 por cento das suas rendas. Os que pertencem aos povos que foram mantidos por esses países no desenvolvimento económico, precisam para esse fim de até 80 por cento das suas rendas. Muitos passam fome física e sofrem enormes diferenças sociais. As taxas de desemprego são, como norma, duas ou três vezes maiores; a mortalidade infantil se expressa em proporções ainda mais altas, e a perspectiva de vida se reduz até dois terços da que desfrutam aqueles. O sistema é simplesmente um genocídio…
A desprestigiada forma de suspender as sanções a Cuba que acaba de adoptar a União Europeia, no dia 19 de Junho, foi abordada por 16 telexes internacionais de imprensa. Não implica em absoluto consequência económica alguma para o nosso país. Antes pelo contrário, as leis extra-territoriais dos Estados Unidos e, portanto, do seu bloco económico e financeiro continuam plenamente vigentes.
A gente julga que não há tema que valha a pena ser comentado sem aborrecer os pacientes leitores depois da Mesa Redonda de 12 de junho, que divulgou a nova edição de um livro publicado na Bolívia há 15 anos, desta vez com um prólogo meu. Foi lida nesse programa uma introdução elaborada posteriormente pelo presidente Evo Morales e uma mensagem da prestigiosa escritora argentina Stella Calloni, que serão incluídos numa próxima edição. Escolhi cuidadosamente os dados que utilizei nesse prólogo.
Não seria honesto de minha parte guardar silêncio depois do discurso de Obama na tarde de 23 de maio perante a Fundação Cubano‑Americana, criada por Ronald Reagan. Escutei-o, tal e como fiz com o de McCain e o de Bush. Não guardo rancor relativamente a sua pessoa, porque não tem sido responsável dos crimes cometidos contra Cuba e contra a humanidade. Se o defendesse, lhes faria um enorme favor a seus adversários. Portanto, não temo criticá-lo e expressar com franqueza meus pontos de vista sobre suas palavras.
Há apenas uns dias, uma pessoa amiga me enviou o texto de uma declaração da empresa Gallup, famosa firma de enquetes dos Estados Unidos. Comecei a ler o material com a natural desconfiança pela informação mentirosa e hipócrita que usualmente se emprega contra nossa pátria.
Uma idéia básica ocupava minha mente desde meus velhos tempos de socialista utópico. Partia da nada com as simples noções do bem e do mal que a cada qual lhe inculca a sociedade em que nasce, pleno de instintos e carente de valores que os pais, nomeadamente as mães, começam a plantar em qualquer sociedade e época.