“O mérito da Revolução Cubana pode ser medido pelo fato de que um país tão pequeno tenha podido resistir durante tanto tempo a política hostil e as medidas criminosas aplicadas contra o nosso povo pelo império mais poderoso surgido na história da humanidade, o qual, costumado a manipular a seu bel-prazer os países do hemisfério, subestimou a uma nação pequena, dependente e pobre a poucas milhas de suas costas. Isto não teria sido possível nunca sem a dignidade e a ética que sempre caracterizaram as ações da política de Cuba, assediada por repugnantes mentiras e calúnias.

Não confio na política dos Estados Unidos nem tenho intercambiado uma palavra com eles, sem que isto signifique, nem muito menos, uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. Defender a paz é um dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada para os problemas entre os Estados Unidos e os povos ou qualquer povo da América Latina, que não implique a força ou o emprego da força, deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais.

“A pesar do monopólio sem vergonha da mídia e dos métodos fascistas dos Estados Unidos e seus aliados para confundir e enganar a opinião mundial, a resistência dos povos cresce, e isso pode ser constatado nos debates que se estão produzindo nas Nações Unidas”.
A sociedade mundial não conhece trégua nos últimos anos, particularmente desde que a Comunidade Econômica Europeia, sob a direção férrea e incondicional dos Estados Unidos, considerou que tinha chegado a hora de ajustar contas com o que restava de duas grandes nações que, inspiradas nas ideias de Marx, tinham levado a cabo a proeza de pôr fim à ordem colonial e imperialista imposto ao mundo pela Europa e Estados Unidos.
Nosso mundo está vivendo um momento excepcional e único, cada dia é maior o número de pessoas que ficam pendentes disso. Entre tais acontecimentos, um dos mais dramáticos é o genocídio que está tendo lugar na Faixa de Gaza, onde 1,8 milhão de seres humanos vive encurralado entre o deserto, o mar e o poderio militar de um país do Oriente Médio, que o império mais poderoso que tenha existido nunca, criou ao longo de mais de meio século e a um custo que, segundo algumas estimativas, se aproxima dos cem bilhões de dólares, uma potência nuclear sofisticada e, ao mesmo tempo, irresponsável.
"O presidente dos Estados Unidos apoiou a ação, qualificando o nojento crime como ato de legítima defesa. Obama não apoia Davi contra Golias, mas sim Golias contra Davi."
"Forças novas e imprescindíveis têm surgido. O Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul, cujos vínculos com a América Latina, a maioria dos países do Caribe e da África, que lutam por seu desenvolvimento, constituem a força que em nossa época estão dispostos a colaborar com o resto dos países do mundo, sem excluir os Estados Unidos, Europa, Japão".
"Temos fatos que refletem a incapacidade quase total dos Estados Unidos de fazer face aos problemas atuais do mundo. Pode afirmar-se que não há governo nesse país, nem o Senado, nem o Congresso, a CIA ou o Pentágono que possam determinar o desenlace final. É triste realmente que isso venha a acontecer quando os perigos são maiores, mas também as possibilidades de continuar avançando".
"A China, que há apenas sete décadas foi invadida e saqueada por seus atuais aliados no continente asiático, avança hoje visando ocupar um lugar cimeiro na economia mundial. É o principal credor dos Estados Unidos, e discute serenamente com o presidente desse poderoso país as regras que regerão as relações entre as duas nações num mundo cheio de riscos."
"Fica absolutamente claro que os Estados Unidos tentarão sempre de exercer pressões sobre Cuba como faz com a ONU ou qualquer instituição pública ou privada do mundo, uma das características dos governos desse país e não seria possível esperar outra coisa dos seus governos, mas não é em vão que se resistem 54 anos defendendo sem trégua —e o tempo adicional que for preciso—, encarando o criminoso bloqueio econômico do poderoso império."