“São as idéias as que nos unem, são as idéias as que nos fazem um povo combatente, são as idéias as que nos fazem já não só individualmente, mas sim coletivamente revolucionários, e é então quando se une a força de todos, quando um povo jamais pode ser vencido e quando o número de idéias é muito maior, quando o número de idéias e valores que se defendem se multiplicam, muito menos um povo pode ser vencido”.

“Creio firmemente que a grande batalha será travada no campo das idéias e não no das armas, sem renunciar a seu uso em casos como o do nosso país ou outro em circunstâncias similares se nos impusessem uma guerra, porque cada força, cada arma, cada estratégia e cada tática tem sua antítese surgida da inteligência e da consciência inesgotáveis dos que lutam por uma causa justa”.

Não confio na política dos Estados Unidos nem tenho intercambiado uma palavra com eles, sem que isto signifique, nem muito menos, uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. Defender a paz é um dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada para os problemas entre os Estados Unidos e os povos ou qualquer povo da América Latina, que não implique a força ou o emprego da força, deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais.

“Não somos um povo que se detenha a saborear o prazer das vitórias nem a vangloriar-se de seus êxitos. Com a experiência adquirida e as formidáveis forças acumuladas, não nos deteremos até que todos e cada um dos justos objetivos que juramos em Baraguá tenham sido alcançados.”

“Antes de mais, a Revolução tinha que ganhar as consciências, e as consciências dos trabalhadores foram ganhas para a Revolução ao mesmo tempo em que a Revolução era, cada vez mais e mais, a Revolução dos trabalhadores; ao mesmo tempo em que a Revolução se tornava mais profunda, ao mesmo tempo em que a luta de classes estourava com toda a sua força.”

“ Nenhum dos atuais problemas do mundo podem ser resolvidos pela força, não há poder global, nem poder tecnológico, nem poder militar que possa garantir a imunidade total contra tais fatos, porque podem ser ações de grupos reduzidos, difíceis de descobrir, e o mais complexo, aplicados por pessoas suicidas. De tal maneira que, o esforço geral da comunidade internacional é pôr fim a uma série de conflitos que andam pelo mundo, quando menos nesse terreno; pôr fim ao terrorismo mundial.”