O nome de Cuba passará à história pelo que fez e está fazendo pela humanidade, nos campos da educação, da cultura e da saúde, na época mais difícil que nossa espécie conheceu.
“Atrás ficou esmagada para sempre a idéia peregrina de que os sofrimentos suportados, o sangue e as lágrimas derramadas durante quase cem anos de luta pela independência e a justiça contra o colonialismo espanhol e seu modelo escravista de exploração, e mais tarde contra a dominação imperialista e os governos corruptos e sangüinários impostos a Cuba pelos Estados Unidos, eram para reconstruir uma sociedade neocolonialista, capitalista e burguesa.Fizémo-lo no momento histórico exato e preciso, nem um minuto antes, nem um minuto depois, e fomos o suficientemente audaciosos para intentá-lo”.
“Não são os homens os que fazem a história, é a história a que faz os homens ou as figuras ou as personalidades; os homens interpretam, de uma maneira ou outra, os acontecimentos, mas são filhos da história”.
“O mérito da Revolução Cubana pode ser medido pelo fato de que um país tão pequeno tenha podido resistir durante tanto tempo a política hostil e as medidas criminosas aplicadas contra o nosso povo pelo império mais poderoso surgido na história da humanidade, o qual, costumado a manipular a seu bel-prazer os países do hemisfério, subestimou a uma nação pequena, dependente e pobre a poucas milhas de suas costas. Isto não teria sido possível nunca sem a dignidade e a ética que sempre caracterizaram as ações da política de Cuba, assediada por repugnantes mentiras e calúnias.
Caso não existir a convicção do valor da consciência, e sua capacidade de prevalecer sobre os instintos, não poderia expressar-se sequer a esperança de mudança em qualquer período da brevíssima história do homem.
“Acho que este é um momento decisivo de nossa história: a tirania foi derrocada. A alegria é imensa. Contudo, ainda resta muita coisa por fazer. Não nos enganamos acreditando que daqui em diante tudo será fácil; talvez daqui em diante tudo seja mais difícil. Dizer a verdade é o primeiro dever de todo revolucionário. Enganar o povo, avivar nele enganosas ilusões, sempre traria as piores consequências, e acho que o povo tem que ser alertado contra o excesso de otimismo.”
“E lembrem-se disto, lembrem-se disto que nos ensina a história: que estes processos revolucionários não têm meio termo, e que, ou triunfam plenamente ou são derrotados; que a história ensina que se vai da extrema revolução à extrema reação. E que, é claro, entre os derrotados tenham a certeza de que a nós não nos contarão.”