“A Brigada “Henry Reeve” foi criada, e qualquer que for a tarefa que vocês assumirem em qualquer canto do mundo ou em nossa própria pátria, levarão sempre a glória da resposta Valente e digna que deram ao apelo de solidariedade com o irmão povo dos Estados Unidos, e, em especial, seus filhos mais humildes.

Avante, generosos defensores da saúde e da vida, vencedores da dor e da morte!”

“Em Cuba, o pesadelo social e humano denunciado em 1953, que deu origem a nossa luta, tinha ficado para trás, poucos anos após o triunfo de 1959. Imediatamente desapareceram (...) as crianças desnutridas, descalças e cheias de vermes, sem escolas ou professores, nem que fosse debaixo de uma árvore; já não ocorriam entre eles as mortes em massa por fome, doenças ou falta de recursos ou de atendimento médico; os longos meses sem ocupação laboral desapareceram; não se viram de novo homens e mulheres nas zonas rurais sem trabalho.”

“Utilizaremos a computação não para fabricar armas de destruição massiva e exterminar vidas, mas para transmitir conhecimentos a outros povos. Do ponto de vista econômico, o desenvolvimento das inteligências e das consciências dos nossos compatriotas, graças à Revolução, não só nos permitem cooperar com os povos que mais o necessitam, sem custo algum, mas também exportar serviços especializados, incluídos os de saúde, a países com mais recursos do que nossa pátria. Nesse terreno os Estados Unidos não poderiam concorrer jamais com Cuba.”

"Meditava sobre a magnitude da nossa cooperação não apenas na Bolívia, mas também em Haiti, no Caribe, em vários países da América Central e na América do Sul, África, e até na longínqua Oceania, a 20 mil quilômetros de distância. Lembrava igualmente as missões da Brigada Henry Reeve, em casos de graves emergências, viajando nos nossos próprios aviões, transportando pessoal e outros recursos. O milhão de operados da vista, gratuitamente, cada ano na América Latina e no Caribe de que temos falado, não está longe de ser alcançado. Podem acaso competir os Estados Unidos com Cuba?"

"Em Cuba a causa número um de morte são os problemas cardíacos e a maioria dos falecidos, morrem durante a transferência, morrem porque não receberam atendimento imediato: na media hora, na hora; se demoram hora e meia, duas horas, e com os medicamentos necessários, que ao serem aplicados destroem o coágulo, o número de casos de pessoas salvas é altíssimo se são atendidas por um profissional experiente e lhe são aplicados os medicamentos tomando como base a informação oferecida pelos equipamentos ao detectarem qual o problema, e não segundo a opinião do médico —, considerando os doentes que

"O quê decide o império visando concorrer com Cuba na área de nosso hemisfério? Enviar um enorme navio convertido em hospital flutuante que trabalha dez dias em cada país. Poucas pessoas podem ser ajudadas, porém está muito longe de resolver os problemas de um país; não compensa também não o roubo de cérebros nem pode formar os especialistas de que precisa para emprestar verdadeiros serviços médicos qualquer dia da semana e do ano.

"(...) o retardo mental não é motivo de desonra para ninguém, e numa sociedade como a nossa uma criança com retardo mental deve freqüentar a escola, preparar-se e atingir o máximo de condições normais de vida. Ninguém tem culpa; os pais, quiçá, se algum ainda não compreendeu muito bem que na etapa da gravidez não se deve consumir bebidas alcoólicas, por exemplo. Os pais podem ter alguma culpa, porém seu filho não tem nenhuma. Com retardo mental leve, severo e profundo".

"Alguns se perguntarão como é possível que um país pequeno com poucos recursos possa levar a cabo uma tarefa dessa magnitude em domínios tão decisivos como a educação e a saúde, sem os quais não se pode conceber a sociedade atual?"

"Cuba foi o único país no mundo em dar um passo tão profundo, quando se propôs pesquisar o número total de pessoas com deficiências físicas".