“Os povos pensam que o único incompatível com o destino da América Latina é a miséria, a exploração feudal, o analfabetismo, os salários de fome, o desemprego, a política de repressão contra as massas operárias, camponesas e estudantis, a discriminação da mulher, do negro, do indígena, do mestiço, a opressão das oligarquias, a pilhagem das suas riquezas pelos monopólios ianques, a asfixia moral dos seus intelectuais e artistas, a ruína dos seus pequenos produtores pela concorrência estrangeira, o subdesenvolvimento econômico, os povoados sem estradas, sem hospitais, sem moradias, sem escola

“Oitenta e três anos separavam os nascimentos de um e do outro. O primeiro já era um personagem legendário, quando o segundo veio ao mundo. Se um afirmou que quem tentasse apropriar-se de Cuba, caso não perecesse na luta, recolheria o pó de seu solo encharcado de sangue, o outro encharcou com seu sangue o solo da Bolívia, tentando impedir que o império se apoderasse da América”.

“Em sua insuperável grandeza, O Libertador, com verdadeiro gênio revolucionário, foi capaz de pressagiar que os Estados Unidos da América — limitados originalmente ao território das 13 Colônias inglesas — pareciam destinados a semear a miséria na América em nome da liberdade.”

"Os Estados Unidos só conta na Venezuela com fragmentos de Partidos ligados pelo medo da Revolução e por grosseiros apetites materiais. Na Venezuela não poderão usar o golpe de Estado como fizeram com Allende no Chile e em outros países de Nossa América. As Forças Armadas desse irmão país, educadas no espírito e no exemplo do Libertador, que no seu seio abrigou os chefes que iniciaram o processo, são promotoras e parte da Revolução".

 

"Hoje em dia que tudo está em risco, não nos converte em beligerantes. Somos decididos partidários da unidade entre os povos daquilo que Marti denominou Nossa América".

 

"Martí era um pensador profundo e antiimperialista vertical. Ninguém como ele em sua época conhecia com tanta precisão as funestas conseqüências dos acordos monetários que os Estados Unidos tentavam impor aos países latino-americanos, que foram a matriz dos de livre comércio, que hoje, em condições mais desiguais que nunca, têm ressuscitado".

“A integração para a América Latina e o Caribe é fundamental. Só unidos poderemos renegociar as condições de nosso papel neste hemisfério. Mesma coisa digo em relação à necessidade de unir os esforços dos países do Terceiro Mundo frente ao poderoso e insaciável clube dos ricos.”

Não confio na política dos Estados Unidos nem tenho intercambiado uma palavra com eles, sem que isto signifique, nem muito menos, uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. Defender a paz é um dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada para os problemas entre os Estados Unidos e os povos ou qualquer povo da América Latina, que não implique a força ou o emprego da força, deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais.

“Para mim, unidade significa partilhar o combate, os riscos, os sacrifícios, os objetivos, as idéias, conceitos e estratégias, aos quais se chega mediante debates e análises. Unidade significa a luta comum contra anexionistas, vende-pátrias e corruptos que não têm nada a ver com um militante revolucionário. A essa unidade em torno à ideia da independência e contra o império que avançava sobre os povos da América, é a que sempre fiz referência.”.

“Acredito que hoje em América Latina a batalha prioritária é —no meu entender— derrotar o neoliberalismo, porque se não derrotamos ao neoliberalismo desaparecemos como nações, desaparecemos como Estados independentes, e seremos mais colônias do que nunca o foram os países do Terceiro Mundo.”