“Os países caribenhos enfrentamos o desafio de sobreviver e avançar em meio à mais profunda crise econômica, social e política já sofrida, em nosso hemisfério e no mundo, e quando a globalização neoliberal ameaça destruir não apenas nosso direito ao desenvolvimento, como também nossa diversidade cultural e nossas identidades. A única saída para nossos povos é a integração e a cooperação, não só entre os Estados, senão também entre os diversos esquemas e organizações regionais”.

“Os povos que habitam o planeta, em todas as partes, correm riscos econômicos, ambientais e bélicos, derivados da política dos Estados Unidos da América, mas em nenhuma outra região da terra vem-se ameaçados por tão graves problemas como seus vizinhos, os povos localizados neste continente ao Sul daquele país hegemônico”.

“Miramos para todo o globo terrestre, com a esperança de que sobreviver, de que o homem encontrar a suficiente inteligência e energia para sobreviver, que a humanidade encontre a suficiente consciência e espírito para lutar, porque apenas lutando em oposição à anarquia, em oposição à loucura do império e do sistema que este representa poderá sobreviver a humanidade”.

“Nossa espécie corre real perigo de extinção pelas loucuras dos próprios seres humanos, vítimas de semelhante "civilização". Ninguém, no entanto, lutará por nós, que somos a imensa maioria. Somente nós mesmos, como o apoio de milhões de trabalhadores manuais e intelectuais dos próprios países desenvolvidos que também vêem cair a catástrofe sobre os seus povos, semeando idéias, criando consciência, movilizando à opiniāo pública mundial e do proprio povo norte-americano, poderemos ser capazes de salvá-la.”

“Eu acredito na inteligência dos povos e dos homens. Acredito na necessidade da sobrevivência da humanidade. Acredito em que vocês compreendam que não se trata de ideologias, de raças, de cores, de ingressos pessoais, de categorias sociais, trata-se de que todos nos navegamos num único barco é uma questão de vida ou morte”