"Ali onde estão fechados os caminhos dos povos, onde a repressão dos operários e camponeses é feroz, onde é mais forte o domínio dos monopólios ianques, o primeiro e mais importantes é compreender que não é justo nem é correto entreter os povos com a vã e acomodatícia ilusão de arrancar, por vias legais que não existem nem existirão, às classes dominantes, abrigadas em todas as posições do Estado, monopolizadoras da instrução, donas de todos os meios de divulgação e possuidoras de infinitos recursos financeiros, um poder que os monopólios e as oligarquias defenderão a sangue e fogo com a fo

“Existem aqueles que ainda sonham com pôr de joelhos a Cuba esgrimindo o criminoso bloqueio  como instrumento da política exterior dos Estados Unidos da América contra a nossa pátria.  Se esse país cair novamente nesse erro, poderia permanecer outro meio século a aplicar essa política inútil no tocante a Cuba, no caso de que o império fosse capaz de durar tanto tempo”.

“Trás um bloqueio desapiedado que tem durado já quase 60 anos, e os que têm morto nos ataques mercenários a navios e portos cubanos, um avião comercial repleto de passageiros que fizeram estourar em pleno voo, invasões mercenárias, múltiplos atos de violência e de força? Ninguém se faça ilusões de que o povo deste nobre e abnegado país renunciará à glória e aos direitos, e à riqueza espiritual que tem ganhado com o desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura”.

“Nós temos um adversário bastante poderoso como o é nosso vizinho mais próximo: Estados Unidos. Lhe advertimos que resistiríamos ao bloqueio, ainda que isso pudesse implicar um custo muito elevado para nosso país. Não há pior preço que capitular frente ao inimigo que sem razão nem direito te agride”.

 
"E diante da realidade objetiva e historicamente inexorável da revolução latino-americana, qual é a atitude do imperialismo ianque? Está disposto fazer uma guerra colonial contra os povos da América Latina; criar o aparelho de força, os pretextos políticos e os instrumentos pseudo-legais assinados com os representantes das oligarquias reacionárias para reprimir a sangue e fogo a luta dos povos latino-americanos".

“Não precisamos que o império nos regale nada. Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque é nosso compromisso com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivemos neste planeta”.

“Os povos pensam que o único incompatível com o destino da América Latina é a miséria, a exploração feudal, o analfabetismo, os salários de fome, o desemprego, a política de repressão contra as massas operárias, camponesas e estudantis, a discriminação da mulher, do negro, do indígena, do mestiço, a opressão das oligarquias, a pilhagem das suas riquezas pelos monopólios ianques, a asfixia moral dos seus intelectuais e artistas, a ruína dos seus pequenos produtores pela concorrência estrangeira, o subdesenvolvimento econômico, os povoados sem estradas, sem hospitais, sem moradias, sem escola

“O império tem criado as condições propícias para a violência e os conflitos internos”.
 

"Resulta que em Che não apenas admiramos o guerreiro, o homem capaz de grandes proezas. E o que ele fez, e o que ele estava fazendo, esse fato em si, de enfrentar-se sozinho com um punhado de homens a todo um exército oligárquico, instruído pelos assessores ianques fornecidos pelo imperialismo ianque, apoiado pelas oligarquias de todos os países vizinhos, esse fato em si, constitui uma proeza extraordinária".

“Oitenta e três anos separavam os nascimentos de um e do outro. O primeiro já era um personagem legendário, quando o segundo veio ao mundo. Se um afirmou que quem tentasse apropriar-se de Cuba, caso não perecesse na luta, recolheria o pó de seu solo encharcado de sangue, o outro encharcou com seu sangue o solo da Bolívia, tentando impedir que o império se apoderasse da América”.