"A sociedade atual não foi a forma natural em que evoluiu a vida humana; tem sido uma criação do homem já mentalmente desenvolvido, sem a qual não se pode conceber sua própria existência. Portanto, a questão que se põe é se o ser humano poderá sobreviver ao privilégio de possuir uma inteligência criadora."
“Para as sociedades superdesenvolvidas o problema não é crescer mas sim distribuir, e não só distribuir entre elas, mas sim distribuir entre todos. O crescimento sustentável de que se fala é impossível sem uma distribuição mais justa entre todos os países.”
“[…] Distribuam-se melhor as riquezas do mundo entre todas as nações  e dentro das nações; estabeleça-se uma verdadeira solidariedade entre os povos, e só então nossos sonhos de hoje poderiam ser  realidades de amanhã.”

"O mundo rico deve cancelar a dívida externa e conceder novos empréstimos com facilidades de pagamento para financiar o desenvolvimento.  As tradicionais ofertas de ajuda, sempre raquíticas e muitas vezes ridículas, são insuficientes ou não são cumpridas."

"A dívida externa se converteu atualmente no principal obstáculo para o desenvolvimento, o instrumento mais importante para o saque financeiro e a forma mais moderna de dependência neocolonial para os países subdesenvolvidos. Agrava-se o intercâmbio desigual e se aprofunda o protecionismo. Reduzem-se de maneira drástica os fluxos financeiros externos para o desenvolvimento."
"(…) para nós a premissa é a paz e que a paz está estreitamente ligada ao desenvolvimento. Conceber o desenvolvimento sem a paz e o desarmamento é impossível, pensar na paz sem desenvolvimento careceria de realismo."

“Utilizaremos a computação não para fabricar armas de destruição massiva e exterminar vidas, mas para transmitir conhecimentos a outros povos. Do ponto de vista econômico, o desenvolvimento das inteligências e das consciências dos nossos compatriotas, graças à Revolução, não só nos permitem cooperar com os povos que mais o necessitam, sem custo algum, mas também exportar serviços especializados, incluídos os de saúde, a países com mais recursos do que nossa pátria. Nesse terreno os Estados Unidos não poderiam concorrer jamais com Cuba.”

“Os atuais Estados Unidos não têm nada a ver com a declaração de princípios de Filadélfia formulada pelas 13 colônias que se rebelaram contra o colonialismo inglês. Hoje constituem um império gigantesco, que não passava naquela altura pela mente de seus fundadores.  Porém, nada mudou para os indígenas e os escravos. Os primeiros foram exterminados na medida em que a nação se estendia; os segundos continuaram sendo alvo de leilões nos mercados ―homens, mulheres e crianças― durante quase um século, apesar de que “todos os homens nascem livres e iguais”, como afirma a declaração.