“Esta luta contra a globalização neoliberal é a causa comum —pode se dizer— de todos os povos da humanidade”.

“Os povos pensam que o único incompatível com o destino da América Latina é a miséria, a exploração feudal, o analfabetismo, os salários de fome, o desemprego, a política de repressão contra as massas operárias, camponesas e estudantis, a discriminação da mulher, do negro, do indígena, do mestiço, a opressão das oligarquias, a pilhagem das suas riquezas pelos monopólios ianques, a asfixia moral dos seus intelectuais e artistas, a ruína dos seus pequenos produtores pela concorrência estrangeira, o subdesenvolvimento econômico, os povoados sem estradas, sem hospitais, sem moradias, sem escola

“As forças que impulsionam os povos —que são os verdadeiros construtores da história—, determinadas pelas condições materiais de sua existência e a aspiração a metas superiores de bem-estar e liberdade, que surgem quando o progresso do homem no campo da ciência, da técnica e da cultura o tornam possível, são superiores à vontade e ao terror que desatam as oligarquias dominantes”.

"A Venezuela pode se tornar um modelo de desenvolvimento socialista a partir dos recursos que as transnacionais tiravam de sua rica natureza e do suor de seus trabalhadores manuais e intelectuais. Nenhum poder estrangeiro determinará seu futuro. O povo é dono de seu destino e marcha em prol dos níveis mais altos de educação, cultura, saúde e pleno emprego."

“Em nada nos importa quem possa ser o próximo chefe do governo da super-potência que impôs ao mundo seu sistema de poder hegemônico e dominante. Nenhum dos que aspiram sê-lo inspira-nos confiança alguma. É inútil que invirtam desnecessário tempo nas declarações e promessas contra Cuba para obter o voto de uns quantos apátridas que até a pisotear e queimar bandeiras norte-americanas atreveram-se. Qualquer que seja o novo Presidente dos Estados Unidos,deverá saber que aqui está e estará Cuba, com suas idéias,seu exemplo e a firme rebeldia de seu povo”.

“Se pátria é humanidade, como disse Martí, somos cidadãos do mundo e irmãos de todos os povos do planeta.”

"O nosso país acumula uma longa experiência na proteção do povo no caso de desastres, epidemias e pragas ou outras situações semelhantes de caráter natural, acidental ou intencional. Está igualmente verificada nossa invariável política de cooperação com outros povos."   

“Os países caribenhos enfrentamos o desafio de sobreviver e avançar em meio à mais profunda crise econômica, social e política já sofrida, em nosso hemisfério e no mundo, e quando a globalização neoliberal ameaça destruir não apenas nosso direito ao desenvolvimento, como também nossa diversidade cultural e nossas identidades. A única saída para nossos povos é a integração e a cooperação, não só entre os Estados, senão também entre os diversos esquemas e organizações regionais”.

“Como perigos internos, penso fundamentalmente em riscos de tipo social ou moral que afetem a nossa população e provoquem danos a sua segurança, a sua educação ou a sua saúde. É bem sabido quanto lutamos contra o hábito de fumar, e quanto reduzimos seu consumo. Da mesma maneira, lutamos contra os excessos no consumo de álcool ou contra o fato doloroso de que seja consumido em estado de gestação, o que pode provocar o nascimento de crianças com retardo mental ou outras graves limitações físicas”.

“Os povos que habitam o planeta, em todas as partes, correm riscos econômicos, ambientais e bélicos, derivados da política dos Estados Unidos da América, mas em nenhuma outra região da terra vem-se ameaçados por tão graves problemas como seus vizinhos, os povos localizados neste continente ao Sul daquele país hegemônico”.