"A retirada final de Vietnã foi desastrosa. Um exército de meio milhão de homens treinados e armados até os dentes não pôde resistir o avanço dos patriotas vietnamitas. Saigão, a capital colonial, actual Ho Chi Minh, foi abandonada de forma vergonhosa pelos ocupantes e seus cúmplices, alguns deles pendurados dos helicópteros. Os Estados Unidos perderam mais de 50 mil filhos valiosos, sem contar os mutilados. Tinha gasto 500 bilhões de dólares naquela guerra sem impostos, sempre de por si desagradáveis.
“O governo dos Estados Unidos emprega recursos econômicos inimagináveis para defender um direito que viola a soberania de todos os outros países: continuar comprando com notas de papel as matérias-primas, a energia, as indústrias de tecnologias avançadas, as terras mais produtivas e os imóveis mais modernos de nosso planeta.”
“Utilizaremos a computação não para fabricar armas de destruição massiva e exterminar vidas, mas para transmitir conhecimentos a outros povos. Do ponto de vista econômico, o desenvolvimento das inteligências e das consciências dos nossos compatriotas, graças à Revolução, não só nos permitem cooperar com os povos que mais o necessitam, sem custo algum, mas também exportar serviços especializados, incluídos os de saúde, a países com mais recursos do que nossa pátria. Nesse terreno os Estados Unidos não poderiam concorrer jamais com Cuba.”
"Meditava sobre a magnitude da nossa cooperação não apenas na Bolívia, mas também em Haiti, no Caribe, em vários países da América Central e na América do Sul, África, e até na longínqua Oceania, a 20 mil quilômetros de distância. Lembrava igualmente as missões da Brigada Henry Reeve, em casos de graves emergências, viajando nos nossos próprios aviões, transportando pessoal e outros recursos. O milhão de operados da vista, gratuitamente, cada ano na América Latina e no Caribe de que temos falado, não está longe de ser alcançado. Podem acaso competir os Estados Unidos com Cuba?"
"O quê decide o império visando concorrer com Cuba na área de nosso hemisfério? Enviar um enorme navio convertido em hospital flutuante que trabalha dez dias em cada país. Poucas pessoas podem ser ajudadas, porém está muito longe de resolver os problemas de um país; não compensa também não o roubo de cérebros nem pode formar os especialistas de que precisa para emprestar verdadeiros serviços médicos qualquer dia da semana e do ano.
"Obama em seu discurso atribui à Revolução Cubana um caráter antidemocrático e carente de respeito à liberdade e aos direitos humanos. É exatamente o argumento que, quase sem exceção, empregaram as administrações dos Estados Unidos para justificar seus crimes contra nossa pátria. O bloqueio em si, por si só, é um genocídio. Não desejo que as crianças norte-americanas se eduquem nessa ética vexatória.
A revolução armada em nosso país não teria sido talvez necessária sem a intervenção militar, a Emenda Platt e o colonialismo econômico que ela trouxe à ilha".
“Os atuais Estados Unidos não têm nada a ver com a declaração de princípios de Filadélfia formulada pelas 13 colônias que se rebelaram contra o colonialismo inglês. Hoje constituem um império gigantesco, que não passava naquela altura pela mente de seus fundadores. Porém, nada mudou para os indígenas e os escravos. Os primeiros foram exterminados na medida em que a nação se estendia; os segundos continuaram sendo alvo de leilões nos mercados ―homens, mulheres e crianças― durante quase um século, apesar de que “todos os homens nascem livres e iguais”, como afirma a declaração.
"Rádio Martí, Televisão Martí e outras formas sofisticadas de agressão mediática são insultos ao nome do Heroi Nacional, com o que tentam humilhar o povo cubano e destruir sua resistência.
Um dilúvio de discursos e mentiras são encaminhados contra Cuba. Fala McCain, candidato de Bush à Presidência do império; fala o próprio Bush. Contra quem? Contra Martí. Em nome de quem? De Martí".
"Bush descobre que o sistema económico e político do seu império não pode concorrer em serviços vitais, como a saúde e a educação, com a Cuba agredida e bloqueada durante quase 50 anos. Todo o mundo sabe que a especialidade dos Estados Unidos em matéria de educação é o roubo de cérebros".
"A poderosa potência do norte sempre foi hostil a nossa luta, visto que desde havia muito tempo lhe dera o destino manifesto de fazer parte de seu território em plena expansão.