"Os povos da América se libertaram do colonialismo espanhol no início do século passado, mas não se libertaram da exploração. Os latifundiários feudais assumiram a autoridade dos governantes espanhóis, os indígenas continuaram em penosa servidão, o homem latino-americano numa ou noutra forma continuou escravo e as esperanças mínimas dos povos sucumbiram sob o poder das oligarquias e do domínio do capital estrangeiro".  

 

“(…) quando mais se aproxima a humanidade à era em que tem que desaparecer a exploração do homem pelo homem, mais fundada é a esperança da humanidade pela paz, e mais grandes são os anseios de paz da humanidade”.

"Não queremos ser escravos de novo, e não voltaremos a sê-lo jamais. Os que tenham pescoço para levar jugo, que o ponham, que vão servir aos que colocam jugos e aos exploradores; que os que não temos tornozelo para levar grilos de escravos, nem nuca para levar jugo, jamais voltaremos a ser escravos, e o preço da liberdade o pagaremos ao preço que tenhamos que pagá-lo".

“É indispensável que nós acreditemos na consciência do trabalho. Porque o capitalismo criou a consciência da exploração e não a consciência da necessidade do trabalho para o bem-estar da sociedade.”

"Se de alguma coisa poderíamos ficar certos, é que jamais a águia de rapina a qual simboliza o império, voltará se colocar sobre essas colunas, que tornaram-se em um monumento daquilo eu foi o império no nosso país e daquilo que acontecerá, mais tarde ou mais cedo, no seu afã de escravizar o mundo."

"Que seja o mérito, a capacidade, o espírito criativo, e o que o homem realmente ofereça para o bem-estar da humanidade e não o roubo, a especulação ou a exploração dos mais fracos, o que determine o limite das diferenças. Pratique-se verdadeiramente o humanismo, com fatos e não com lemas hipócritas!"

“Atrás ficou esmagada para sempre a idéia peregrina de que os sofrimentos suportados, o sangue e as lágrimas derramadas durante quase cem anos de luta pela independência e a justiça contra o colonialismo espanhol e seu modelo escravista de exploração, e mais tarde contra a dominação imperialista e os governos corruptos e sangüinários impostos a Cuba pelos Estados Unidos, eram para reconstruir uma sociedade neocolonialista, capitalista e burguesa.Fizémo-lo no momento histórico exato e preciso, nem um minuto antes, nem um minuto depois, e fomos o suficientemente audaciosos para intentá-lo”.

Comício de comemoração do 40º aniversário da proclamação do caráter socialista da Revolução

"Desde o triunfo da Revolução, nosso país nunca pôs obstáculos à emigração legal dos cidadãos cubanos, aos Estados Unidos ou a qualquer outro país. Quando a Revolução triunfa, muitas pessoas em Cuba, como no restante do Caribe e da América Latina, que sofriam a pobreza e o subdesenvolvimento, aspiravam a emigrar, em busca de empregos melhor remunerados e de melhores condições de vida material, que em seus próprios países, submetidos a séculos de exploração e saqueio, nunca poderiam encontrar. Até 1959, os vistos que se concediam eram extremamente restritos. As portas então, por razões óbvias, abriram-se de par em par. Assim se foram criando importantes assentamentos de origem cubana nos Estados Unidos".

"O capitalismo desenvolvido e o imperialismo moderno – a globalização neoliberal, como sistemas de exploração mundial, foram impostos ao mundo, assim como a falta elementar de princípios de justiça, reclamados durante séculos por pensadores e filósofos para todos os seres humanos, e que ainda estão muito longe de existir sobre a Terra".