“Esta América está demasiado desperta para ser enganada. Esta América está demasiado alerta para ser novamente subjugada. Estes povos adquiriram uma consciência demasiado grande do seu destino para se resignarem de novo à subjugação e à abjeção miserável em que vivemos há mais de um século”.

“Tenho fé neste despertar formidável de nosso continente. Tenho fé absoluta no futuro deste continente. Tenho fé e posso afirmar aqui que tenho a certeza de que o futuro da América será um futuro muito diferente do que tem sido até hoje. Tudo depende de nossa fé, tudo depende de nosso próprio esforço, tudo depende de nós mesmos. […]

“Cuba foi o último país da América em se libertar do colonialismo espanhol, do jugo colonial espanhol, com perdão de sua senhoria, o representante do governo espanhol. E por ser o último, teve que lutar também mais duramente”.

“Com o grande que foi a epopéia da independência da América Latina, com o heróica que foi aquela luta, à geração de latino-americanos de hoje lhes coube uma epopéia maior e mais decisiva ainda para a humanidade”.

“Nenhum povo da América Latina é fraco, porque faz parte de uma família de 200 milhões de irmãos que padecem as mesmas misérias, albergam os mesmos sentimentos, têm o mesmo inimigo, sonham todos um melhor destino, e contam com a solidariedade de todos os homens e mulheres honrados do mundo inteiro”.

 
"E diante da realidade objetiva e historicamente inexorável da revolução latino-americana, qual é a atitude do imperialismo ianque? Está disposto fazer uma guerra colonial contra os povos da América Latina; criar o aparelho de força, os pretextos políticos e os instrumentos pseudo-legais assinados com os representantes das oligarquias reacionárias para reprimir a sangue e fogo a luta dos povos latino-americanos".

"Os povos da América se libertaram do colonialismo espanhol no início do século passado, mas não se libertaram da exploração. Os latifundiários feudais assumiram a autoridade dos governantes espanhóis, os indígenas continuaram em penosa servidão, o homem latino-americano numa ou noutra forma continuou escravo e as esperanças mínimas dos povos sucumbiram sob o poder das oligarquias e do domínio do capital estrangeiro".  

 

“Os povos pensam que o único incompatível com o destino da América Latina é a miséria, a exploração feudal, o analfabetismo, os salários de fome, o desemprego, a política de repressão contra as massas operárias, camponesas e estudantis, a discriminação da mulher, do negro, do indígena, do mestiço, a opressão das oligarquias, a pilhagem das suas riquezas pelos monopólios ianques, a asfixia moral dos seus intelectuais e artistas, a ruína dos seus pequenos produtores pela concorrência estrangeira, o subdesenvolvimento econômico, os povoados sem estradas, sem hospitais, sem moradias, sem escolas, sem indústrias, a submissão ao imperialismo, a renúncia à soberania nacional e a traição à pátria”.

“Algum dia, quando a revolução triunfar no resto dos povos da América Latina, nós nos juntaremos aos outros povos e faremos a comunidade de povos latino-americanos. Para tal é preciso a revolução, para tal é preciso o socialismo.”

"Vivemos no hemisfério americano. Temos conhecido do domínio, a opressão e da corrupção do imperialismo. Vemos a América Latina oprimida pelo imperialismo, e sentimos profundamente a necessidade de lutar contra esse sistema; sofremos ele de perto."

 

Discurso proferido na sede do Conselho de Estado da República Democrática Alemã, 2 de abril de 1977

 

"Pode o império e o sistema causante de tudo isso falar ao mundo, realmente, de direitos humanos? Direitos humanos dentro de um sistema em que uma enorme parte da população não tem empregos, em que as mulheres são prostituídas, em que as crianças são abandonadas? Resultam impressionantes as cifras de crianças abandonadas na América Latina, de milhões, de muitos milhões. Como pode esse sistema oferecer esperanças ao homem? Como pode esse sistema falar de consideração para com o homem?
É por isso que nós temos tanta fé no socialismo, e temos tanta confiança no socialismo e tão profundas convicções socialistas".

“Confiem em Cuba! Cuba não só está defendendo ali, naquela trincheira, sua própria soberania: nós entendemos que daquela trincheira nós também estamos defendendo os interesses dos demais povos da América Latina.”