"(...) luchemos pela paz, e luchemos pelo desarme, que com a quinta parte de lo que o mundo se gasta narmamentos se podia promover um desenvolvimento de todos os países subdesenvolvidos."

"Os países imperialistas se resistem ao desarmamento, porque precisam das armas para chantagear, para oprimir, para intervir e para pilhar".

“(…) nos próprios Estados Unidos cresce o movimento pela paz, como nos próprios Estados Unidos são cada vez mais numerosas as manifestações populares em favor da paz contra a política guerreira dos imperialistas, contra a carreira armamentista, porque é um interesse de toda a humanidade. E por isso é que toda a humanidade, de diferentes formas, das formas que forem necessárias, há de contribuir à luta pela paz”.

“Em troca, que aconteceria nos Estados Unidos com um desarmamento? Quem se opõem? As companhias. Essas companhias são os primeiros interesses afetados, interessa-lhes o negócio da guerra. É claro que ainda o próprio sistema capitalista poderia achar soluções, caso existir realmente uma vontade de achar soluções por outros caminhos, e não pelo caminho de fabricar armamentos. Mas o caminho de fabricar armamentos é, para todos os traficantes de armas, o mais cômodo, e por isso se opõem a qualquer política de paz.”

“[...] E não sabem que não existe melhor tática, nem melhor estratégia que lutar com armas limpas, e que lutar com a verdade, porque essas são as únicas armas que inspiram confiança, são as únicas armas que inspiram fé, são as únicas armas que inspiram segurança, dignidade, moral.”

“Digamos adeus às armas e consagremo-nos civilizadamente aos problemas mais agoniantes da nossa era. Essa é a responsabilidade e o dever mais sagrado de todos os estadistas do mundo. Essa é, ademais, a premissa indispensável da sobrevivência humana”.

"Os países em vias de desenvolvimento e, em seu nome, o Movimento de Países Não Alinhados, demandam que uma parte importante dos imensos recursos que a humanidade hoje dilapida na corrida aos armamentos sejam dedicados ao desenvolvimento, o que contribuirá, simultaneamente, a afastar o perigo de guerra e facilitar o melhoramento da situação internacional".

"Quem precisa das armas é o imperialismo, porque está órfão de idéias. Para manter este sistema oprobrioso, para manter todas estas situações das quais se falou aqui, precisa das armas, tem que mantê-las mediante a força".

“Quem precisa das armas é o imperialismo, porque está órfão de idéias. Para manter este sistema oprobrioso, para manter todas estas situações das quais se falou aqui, precisa das armas, tem que mantê-las mediante a força; porém se há idéias, se existem idéias se podem defender essas idéias e pode-se fazer com que as idéias triunfem; as idéias não precisam das armas, na medida em que sejam capazes de conquistar as grandes massas. A contradição entre socialismo e capitalismo ninguém pode pensar em resolvê-las com o uso da força, tem que estar doido para pensar nisso; e aqueles que pensam nisso são os imperialistas, por isso mantêm bases militares em todas as partes do mundo, ameaçam todo mundo, intervêm em toda parte
“Nestes anos cruciais, a potência capitalista mais poderosa e de mais recursos de todos os tempos permitiu-se o luxo de viver parasitariamente à custa das poupanças do resto do mundo, que não só se viu obrigado a financiar-lhe déficits fiscais e comerciais como jamais foram conhecidos, mas também uma corrida aos armamentos que não tem paralelo na história.”
"Nós sabemos como concebe a paz o socialismo; mas também sabemos como pode conceber a paz o imperialismo. E o imperialismo desenvolveu suas forças armadas para o domínio mundial, tem bases militares em todos os recantos da Terra, poderosas frotas navais e aéreas, milhões de soldados; a concepção militar do imperialismo foi desenhada para estabelecer sua ordem no mundo, sua paz, como a que noutros tempos se chamou paz romana; sua concepção militar foi desenhada para manter o domínio sobre o mundo. Esta é uma realidade, e nós devemos ser realistas."

"Tomara que não seja mediante crises econômicas catastróficas que apareçam as soluções. Bilhões de pessoas do Terceiro Mundo seriam as mais atingidas. Um elementar sentido das realidades tecnológicas e do poder destruidor das armas modernas, nos obriga a pensar no dever de impedir que os conflitos de interesses, que inevitavelmente se desatarão, conduzam a guerras sangrentas".