“É preciso salientar que as sociedades de consumo são as principais responsáveis pela atroz destruição do meio ambiente. Elas nasceram das antigas metrópoles coloniais e de políticas imperiais que, pela sua vez, engendraram o atraso e a pobreza que hoje açoitam a imensa maioria da humanidade.”

"Não somos simples espectadores. Este mundo é também nosso mundo. Ninguém pode substituir nossa ação unida, ninguém vai falar em nosso nome. Apenas nós e somente unidos, podemos rejeitar a injusta ordem política e econômica mundial que se tenta impor aos nossos povos."
Em meio de tanta euforia ninguém pode assegurar até quando o sistema econômico dos Estados Unidos, regido pelas cegas leis da economia de mercado, pode impedir que o globo financiero estale. Não há milagres econômicos.

“[...] das crises colossais só podem advir as grandes soluções”.

"Por estas e por outras razões o mundo está adquirindo consciência destes problemas, e isso é visível. Há força suficiente para resistir, força suficiente para avançar, mais ainda ajudados pelas leis da história e da realidade de um sistema e de uma ordem econômica mundial que é insustentável, que se despenca, e é capaz, inclusive, de desmontar-se só, ainda que tenha ajudar a sua derrubada, e mais que ajudar a sua derrubada, há que formar a consciência no mundo dessas realidades, para que os povos resistam mais firmemente a essa ordem e contribuam a seu desaparecimento progressivo. Ainda que se tenha a segurança de não ser muito progressiva esse desaparecimento, porque quando se produza uma catastrófica crise econômica, como a que já esteve a ponto de acontecer, e seja ainda maior, porque quanto mais se dilate, mais forte será essa crise, é preciso levantar o espírito de luta dos povos, sua vontade resistir; é preciso fazê-los tomar consciência de que têm que se ir preparando para novos conceitos, uma nova concepção do mundo, uma nova ordem econômica mundial verdadeiramente justa, que é o que deve resultar da luta dos povos".

“Hoje as multinacionais são instituições com mais capacidade, mais riqueza e mais poder do que todos os governos juntos. Quanto mais se fusionam e mais dominam as finanças, a produção e a economia mundial, movidas pelas leis cegas e incontroláveis do sistema que as engendrou, mais aceleram a crise”.

"Ao meditarmos sobre o que acontece no mundo, é impossível deixar de pensar que os avanços atingidos pelo homem no desenvolvimento político, a justiça social e a convivência pacífica, ficaram bem por baixo dos seus extraordinários sucessos técnicos e científicos".

“A crise econômica significa também a agudização de problemas de grande importância, que estão muito longe de uma solução: a pobreza, a fome e as enfermidades, que matam, a cada ano, dezenas de milhões de pessoas no mundo; o analfabetismo, a falta de cultura, o desemprego, a exploração do trabalho e a prostituição de milhões de crianças; as centenas de bilhões de dólares que se mobilizam e investem no tráfico e no consumo de drogas; a lavagem de dinheiro; a falta de água potável; a escassez de moradias, hospitais, comunicações, escolas e centros educacionais.”

“A crise é conseqüência do estrondoso e irreversível fracasso de uma concepção econômica e política imposta ao mundo: o neoliberalismo e a globalização neoliberal.”
"É preciso repensar tudo o criado desde Bretton Woods até hoje. Não houve então verdadeira visão de futuro. Prevaleceram os privilégios e os interesses do mais poderoso. Ante a profunda crise atual, nos estão oferecendo um futuro ainda pior, no qual jamais se resolveria a tragédia econômica, social e ecológica de um mundo que será cada vez mais ingovernável [...]"

“Há que repensar tudo o que foi criado desde Bretton Woods até hoje. Nessa altura não houve verdadeira visão de futuro. Prevaleceram os privilégios e os interesses do mais poderoso. Perante a profunda crise atual, oferecem-nos um futuro ainda pior, onde não seria resolvida jamais a tragédia econômica, social e ecológica de um mundo que será cada vez mais ingovernável […]”

Frente às mudanças de clima, às afetações ao meio ambiente ocasionadas por outros, às crises econômicas, às epidemias e aos ciclones, nossos recursos materiais, científicos e técnicos são cada vez mais abundantes. A proteção de nossos cidadãos ocupará sempre o primeiro lugar em nossos esforços. Nada terá prioridade sobre isso.