“Torna-se necessário acordar a fé dos povos, e a fé dos povos não se acorda com promessas, a fé dos povos não se acorda com teorias, a fé dos povos não se acorda com retóricas; a fé dos povos se acorda com fatos, a fé dos povos se acorda com realidades, a fé dos povos se acorda com soluções verdadeiras.” 

"Aos povos muitas vezes lhes falam de democracia os mesmos que lhes estão negando seu próprio solo; aos povos lhes falam de democracia os mesmos que a espezinham, os mesmos que a negam e os povos não veem mais que contradições por todas as partes. E por isso, infelizmente, nossos povos têm perdido a fé. Têm perdido a fé, que se torna tão necessária em instantes como este, para salvar o continente para o ideal democrático, mas não para uma democracia teórica, não para uma democracia de fome e miséria, não para uma democracia sob o terror e sob a opressão, mas sim para uma democracia verdadeira, com absoluto respeito à dignidade do homem, onde prevaleçam todas as liberdades humanas sob um regime de justiça social, porque os povos da América não querem nem liberdade sem pão nem pão sem liberdade."
"Não renunciaremos jamais aos princípios que adquirimos na luta por trazer toda a justiça a nossa pátria colocando fim à exploração do homem pelo homem, inspirados na história da humanidade e nos mais preclaros teóricos e promotores de um sistema socialista de produção e distribuição das riquezas, o único capaz de criar uma sociedade verdadeiramente justa e humana: Marx, Engels e depois Lenine."
"Não desejamos que o sangue de cubanos e norte-americanos seja derramado em uma guerra; não desejamos que um número incalculável de vidas de pessoas, que podem ser amistosas, se percam em uma contenda. Mas jamais um povo teve coisas tão sagradas que defender, nem convicções tão profundas pelas quais lutar, de forma tal que prefere desaparecer da face da Terra antes que renunciar à obra nobre e generosa pela qual muitas gerações de cubanos têm pagado o elevado custo de muitas vidas de seus melhores filhos. Acompanha-nos a convicção mais profunda de que as ideias podem mais que as armas, ainda que estas sejam muito sofisticadas e poderosas. Digamos como Che Guevara quando se despediu de nós: Até a vitória sempre!"

“O planeta terra globalizado muda e transforma conceitos. Só permanece inalterável uma realidade: a rede de bases militares, aéreas, navais, terrestres e espaciais do império, cada vez mais poderoso e ao mesmo tempo mais fraco. […]

[…] Essa é a democracia que W predica na APEC. Tudo de marca e patente norte-americana”

"A própria Condoleezza Rice teria que responder algumas perguntas: Quantos norte-americanos têm perdido a vida como consequência de bombas enviadas por Cuba? Nalguma ocasião foi quebrado algum tijolo devido a um engenho explosivo procedente do nosso país? Porquê somos incluídos na grotesca lista de países terroristas, em que se ameaça acrescentar arbitrariamente à Venezuela? Quem usou o terrorismo contra nossa pátria para destruir aviões em pleno voo, provocar sabotagens, invasões mercenárias e ameaças de bombardeios e guerras, bloqueio econômico e ações que têm costado milhares de vidas e centenas de milhares de milhões de dólares? Quem vai acreditar em você e em Bush? Porquê é que se empenham em provocar guerras fratricidas entre os povos da América Latina? (...) No Iraque morreu mais de um milhão de pessoas. Quantos mortos oferecem os Estados Unidos à América Latina, uma região de mais de 500 milhões de habitantes, para defender sua democracia e seu império?".

"O fato real é que Bush e seu grupo estão mais encalhados pelos erros de política externa do que o próprio Nixon quando renunciou em 1972. A sangrenta guerra do Iraque e a rejeição da população dos Estados Unidos, o preço em vidas humanas, o número elevadíssimo de feridos e mutilados por cada falecido na aventura bélica, mostram uma situação plena de contradições: a deteriorada imagem dos Estados Unidos e a impossibilidade de renunciar às guerras de conquista pelas matérias-primas, o dólar e o preço do ouro, a desvalorização da moeda e a inflação, o consumismo e a incapacidade de auto abastecer-se de bens de consumo, a produção de etanol e a escassez mundial de alimentos, os métodos fascistas e a demagogia democrática, as práticas de tortura e os cárceres secretos e os direitos humanos; a poluição ambiental máxima do país e o direito da espécie à sobrevivência; os benefícios da ciência para a saúde e o uso da mesma para liquidar ou invalidar massivamente os seres humanos; o roubo de cérebros e o subdesenvolvimento dos países pobres, o preço do petróleo e o esbanjamento cada vez maior de energia; as eleições de Novembro e os latinos que em número crescente morrem na fronteira. (...) A lista seria interminável. É, na essência, uma contradição entre a vida e a morte".

“Na grande democracia dos Estados Unidos, metade dos que têm direito a votar não estão inscritos; dos inscritos, metade não vota, e apenas 25 por cento dos eleitores elegem os que governam”.