“Cada qual deve lutar pela paz a sua maneira, cada qual deve lutar pela paz com o que possa e como possa. Assim, a América Latina, ao se enfrentar cada vez mais aos imperialistas, luta pela paz. Enquanto mais povos lutando por sua liberdade houver, mais possibilidades de paz no mundo, mais maniatados estarão os imperialistas, mais fracos serão os imperialistas para desencadear a guerra”.

“(…) nenhum outro minuto da história humana a paz é tão necessária, porque em nenhum outro minuto da história humana a guerra significa tanta destruição e tanta morte. Em nenhum outro minuto da história humana a idéia da guerra é tão terrível como neste momento”.

“(…) nos próprios Estados Unidos cresce o movimento pela paz, como nos próprios Estados Unidos são cada vez mais numerosas as manifestações populares em favor da paz contra a política guerreira dos imperialistas, contra a carreira armamentista, porque é um interesse de toda a humanidade. E por isso é que toda a humanidade, de diferentes formas, das formas que forem necessárias, há de contribuir à luta pela paz”.

“Em troca, que aconteceria nos Estados Unidos com um desarmamento? Quem se opõem? As companhias. Essas companhias são os primeiros interesses afetados, interessa-lhes o negócio da guerra. É claro que ainda o próprio sistema capitalista poderia achar soluções, caso existir realmente uma vontade de achar soluções por outros caminhos, e não pelo caminho de fabricar armamentos. Mas o caminho de fabricar armamentos é, para todos os traficantes de armas, o mais cômodo, e por isso se opõem a qualquer política de paz.”

"Como podem fazê-lo os chefes de um império onde se impõem a máfia, o jogo e a prostituição infantil; onde a CIA organiza planos de subversão e espionagem universal e o Pentágono cria bombas de nêutrons capazes de preservar os bens materiais e liquidar os seres humanos; um império que apoia a reação e a contrarrevolução em todo o mundo, que protege e estimula a exploração por parte dos monopólios das riquezas e os recursos humanos em todos os continentes, o intercâmbio desigual, uma política protecionista, um esbanjamento incrível dos recursos naturais e um sistema de fome para o mundo?"

"Os países em vias de desenvolvimento e, em seu nome, o Movimento de Países Não Alinhados, demandam que uma parte importante dos imensos recursos que a humanidade hoje dilapida na corrida aos armamentos sejam dedicados ao desenvolvimento, o que contribuirá, simultaneamente, a afastar o perigo de guerra e facilitar o melhoramento da situação internacional".

“O ruído das armas, da linguagem ameaçadora, da prepotência no cenário internacional deve cessar. Chega já da ilusão de que os problemas do mundo possam ser resolvidos com as armas nucleares. As bombas poderão matar os famintos, os doentes, os ignorantes, mas, não podem matar a fome, as doenças, a ignorância.”

"(...) todo o que contribua atualmente para o subdesenvolvimento e a pobreza constitui uma violação flagrante da ecologia. Dezenas de milhões de homens, mulheres e crianças morrem todos os anos no Terceiro Mundo a conseqüência disto, mais do que em cada uma das duas guerras mundiais. O intercâmbio desigual, o protecionismo e a dívida externa agridem a ecologia e propiciam a destruição do meio ambiente".

"Tomara que não seja mediante crises econômicas catastróficas que apareçam as soluções. Bilhões de pessoas do Terceiro Mundo seriam as mais atingidas. Um elementar sentido das realidades tecnológicas e do poder destruidor das armas modernas, nos obriga a pensar no dever de impedir que os conflitos de interesses, que inevitavelmente se desatarão, conduzam a guerras sangrentas".

“A todos nós nos correspondem enormes responsabilidades e deveres se queremos ganhar a batalha pela sobrevivência de nossa espécie, hoje ameaçada por riscos globais jamais imaginados. Mais uma vez enxergam-se no horizonte as possibilidades de uma guerra fria e o começo de uma desesperada corrida aos armamentos, visto que nenhuma grande nação ou grupo de nações, com os meios científicos e técnicos necessários, aceitarão ficar desarmadas frente a um temível, agressivo e insaciável adversário”.

“Uma ordem legal mundial deve ser estabelecida contra o genocídio e os crimes de guerra, com normas rigorosas e precisas, e um órgão de justiça absolutamente independente sob a supervisão da Assembléia Geral das Nações Unidas e nunca sob o Conselho de Segurança enquanto existir o direito ao veto que outorga privilégios excepcionais àpenas cinco países, dentre eles a superpotência hegemônica, que tem feito uso dele mais do que o resto dos membros permanentes do Conselho juntos”

“O racismo, a discriminação racial e a xenofobia são um fenômeno social, cultural e político, não um instinto natural dos seres humanos; são filhos diretos das guerras, das conquistas militares, da escravização e da exploração individual ou coletiva dos mais fracos pelos mais poderosos ao longo da história das sociedades humanas.”