"E o que tem que ser a Revolução? A Revolução tem que ser uma escola de revolucionários, a Revolução tem que ser uma escola de homens valentes, a Revolução tem que ser uma escola de pensamento livre, a Revolução tem que ser uma forja de caracteres e de homens; a Revolução tem que ser, antes do mais, fé em suas próprias idéias, aplicação de suas idéias à realidade da história e à realidade da vida; a Revolução tem que levar os homens ao estudo, a pensar, a analisar, para ter convicção profunda, tão profunda que não sejam necessários esses truques".

"E nesta juventude estão colocadas as esperanças da Revolução, nesta juventude estão colocadas as mais legítimas esperanças do nosso povo, e nesta juventude estão colocadas também nossas mais legítimas e mais humanas esperanças, dos revolucionários, de todos os revolucionários".

 

“A fortaleza da Revolução dependerá de nós mesmos, o avanço da Revolução dependerá de nós mesmos”.

"Revolução é ajudar-se uns aos outros, revolução é ajudar-se todos a todos, revolução é compreender-se, revolução é compreender cada vez melhor quais são nossas obrigações para com o resto, para com a pátria; revolução é compreender cada vez melhor os grandes ideais, os grandes propósitos, as grandes metas que se propôs nosso povo".

"Lutamos e continuamos lutando cada um de nós, enquanto tivermos um átomo de energia, mas a obra não é só nossa, a obra não poderá ser obra apenas desta geração; a Revolução terá que ser, sobretudo, obra da geração que surge, da juventude que cresce, do povo que se prepara para o futuro".

"Nosso povo é um povo muito sensível, de uma extraordinária sensibilidade, de um extraordinário espírito de justiça; nosso povo entende a Revolução como deve entendê-la: como um caminho de aperfeiçoamento, como um caminho incessante de avanço para a justiça, como um caminho incessante de avanço para a liberdade, como um caminho incessante de avanço para a irmandade, como um caminho incessante para a solidariedade humana, para o amor entre os semelhantes, como um caminho incessante para a felicidade".

"O dever de um revolucionário é conquistar; o dever de um revolucionário é ganhar, o dever de um revolucionário é persuadir, fortalecer incessantemente a Revolução e não enfraquecê-la incessantemente, e há pessoas que têm maneiras tão odiosas de agir, que o que provocam é somar inimigos à Revolução e amigos aos inimigos da Revolução".

"Ninguém tem direito a ser injusto com nenhuma pessoa, e ninguém tem direito a cometer injustiças, abusos, atropelos, com nenhuma pessoa; e aquele que o cometer, está errado; aquele que o comete é um inimigo da Revolução (APLAUSOS), e jamais encontrará o apoio nem encontrará a tolerância de nenhum homem honesto da Revolução!".

"Temos muitas organizações populares, muitas forças, que são forças da Revolução, vitais da Revolução e que, no entanto, prestam-lhes grandes serviços à Revolução. Mas, em todas partes é preciso lutar contra os erros, em todas partes é preciso lutar contra os defeitos, e às vezes parece como se nos esquecêssemos de lutar contra os erros e de lutar contra os defeitos".

"E, o quê é a Revolução? Por acaso é uma coisa fácil? Por acaso é uma coisa simples?  Não! A Revolução é um dos fenômenos sociais mais complexos e mais difíceis. A mudança de uma sociedade por outra é um dos acontecimentos mais difíceis na história humana. E nessa empresa difícil, contra inimigos muito poderosos, tem estado engajado e estará engajado, durante muitos anos, nosso povo".

"Concebemos a Revolução como uma coisa verdadeiramente criadora, como uma coisa que não deixe de gerar um só minuto, com um desenvolvimento incessante das idéias, com uma superação incessante das idéias, em que cada dia, cada mês, cada ano, se faça mais e melhor".

"Na Revolução —e em tudo, naturalmente— as idéias vão evoluindo e as idéias se vão desenvolvendo. Podemos tomar como exemplo esta idéia de como as idéias se desenvolvem e de como a Revolução se desenvolve".